2015 e meio milhão de seguidores depois
A caminhada tem sido longa, cansativa mas também prazerosa. Não me lembro de tirar férias depois de ter começado a trabalhar exclusivamente na Comunidade Cultura e Arte. Não temos meios financeiros para termos uma equipa grande e, portanto, não somos muitos, como muitos pensam que somos. Vou descansando entre dias e se calhar até está na altura de abrandar.
Nos últimos 10 anos tenho aprendido imenso com as consequências de ter criado a Comunidade Cultura e Arte; quanto mais gente conheço mais aprendo. Estou na profissão certa para conhecer muitas pessoas e muitas realidades; trocar conhecimento. Seja através dos entrevistados ou das pessoas que entrevistam, seja com reportagens ou com um novo livro que se lê ou um novo filme ou série que se descobre. Esta talvez seja a minha maior vantagem ao estar no jornalismo e de ter criado um projeto, onde sou e somos totalmente livres, como a Comunidade Cultura e Arte. O resultado disso é a nossa curadoria editorial.
Nasci numa cidade chamada Águeda e vivi grande parte da minha vida numa aldeia. Hoje moro no centro de Lisboa e é este binómio, “aldeia-capital”, que me tem mostrado que somos um país pequeno, em dimensão, mas diverso, com muitas realidades e contextos, e é nessa diversidade que ganhamos mundo.
Hoje chegámos aos 500 mil seguidores (meio milhão) no Instagram. Levámos 10 anos para alcançar este número redondo só nesta rede social e há algum mérito em termos chegado aqui. Não pelos números mas pelo trabalho realizado; ainda hoje fico surpreendido quando alguém se dirige a mim, ou a alguém que esteja a representar a Comunidade Cultura e Arte, e agradeça pelo nosso trabalho. O reconhecimento real é o maior elogio que podemos receber e é aí que se revela o mérito.
Escrevo esta crónica para agradecer a todos os que fizeram e fazem a Comunidade Cultura e Arte ao longo destes anos: à pessoa que partilha casa e vida comigo, aos meus pais, às pessoas que fizeram e fazem a nossa redacção, ao meu amigo e sócio, aos meus amigos, de infância e de Lisboa, aos colegas de profissão que fui conhecendo e aos nossos leitores. Obrigado.
