“A Batalha sem Fim”, de Aquilino Ribeiro – edição antiga carimbada com sinete do autor (passatempo)

por Comunidade Cultura e Arte,    20 Março, 2019
“A Batalha sem Fim”, de Aquilino Ribeiro – edição antiga carimbada com sinete do autor (passatempo)

Este é o sexto e último livro que vamos oferecer, no âmbito do nosso passatempo literário “6 Meses, 6 Tesouros Literários”, organizado em parceria com a Livraria Miguel de Carvalho e o Crónicas da Madrugada.
Uma iniciativa onde oferecemos edições antigas de obras de particular significância na literatura portuguesa.

A escolha do alfarrabista Miguel de Carvalho incidiu sobre “A Batalha sem Fim”, livro de Aquilino Ribeiro, publicado em 1932.
Esta edição está carimbada com o sinete do autor.

Detalhe do livro

“A Batalha sem Fim deve o seu cenário ao célebre Pinhal de Leiria e Mata do Urso, à zona que liga as aldeias dos Marrazes, Monte Redondo, do Coimbrão, até desembocar nas praias da Vieira e do Pedrógão. Ao longo de todo este seu romance é possível perceber as gentes, as terras, as dunas e o mar da área geográfica desta região ocidental costeira de Leiria. É sobretudo um romance de marinheiros, recordando-nos a vida árdua e esfomeada dos pescadores. Até que o sonho se apodera de um tal José Algodres, personagem à volta do qual a trama se desenrola:

‘O mar não me dá sorte…há-de ma dar a terra, tão certo como haver um Deus que nos governa – e, a fugir a explicações, largou praia fora, rente à fímbria de espuma, embalando ao rolar das vagas o seu entranhado sonho’.

Muito mais se poderia deambular entre o enredo da “A Batalha Sem Fim” e locais e pessoas concretas, num roteiro muito nítido à volta da Praia do Pedrógão, das imensas dunas da respetiva orla marítima, do Coimbrão e até da forma como funcionaria a justiça ministrada pela comarca cível de Leiria. O centro do enredo deste romance identifica-se com a existência mítica dum tesouro fabuloso que os frades Crúzios terão enterrado numa duna presumivelmente localizada mais para os lados da Figueira da Foz, num triângulo Coimbrão, Pedrógão, Osso da Baleia. Em sonhos, e perante as recordações de contos que ouvira em criança, convence-se de um tesouro crúzio jaz ainda sob as areias do Pinhal e incita os companheiros a não voltar às lides e às marés, enterrando-se lentamente nas vãs e movediças buscas ao tesouro”. Palavras de Miguel de Carvalho.

O livro ainda em exposição na antiga livraria de Miguel de Carvalho, em Coimbra

Aquilino Gomes Ribeiro (1885 — 1963) nasceu no Carregal, uma pequena aldeia a onze quilómetros da vila de Sernancelhe, em Viseu. Passou a infância no meio rural, em plena liberdade no seio da natureza. Essa liberdade foi interrompida na adolescência. A mãe queria que fosse sacerdote e internou-o num seminário da região. No entanto, Aquilino Ribeiro viria a ser expulso, o seu lado rebelde – era um fervoroso anti-monárquico – já aqui se começava a fazer notar.  A Filha do Jardineiro (1906) foi o seu primeiro livro. Um ano depois, é preso com acusações de anarquismo. Conseguiu fugir da prisão e foi viver para Paris, onde conhece a sua mulher, a alemã Grete Tiedemann. A Primeira Guerra Mundial obriga-o a regressar em 1915. Torna-se professor em Lisboa e continua a escrever.  Em 1928 viria a ser preso novamente, desta vez no presídio do Fontelo, em Viseu, de onde também conseguiu fugir pouco tempo depois.

Detalhe do livro

Das suas vasta obra destacam-se “Volfrâmio” (1943), “Quando os Lobos Uivam” (1958), “As Três Mulheres de Sansão” (1932) e “A Batalha sem Fim” (1932). Em 1960 foi proposto para o Prémio Nobel da Literatura por um vasto conjunto de autores nacionais, incluindo José Cardoso Pires, Virgílio Ferreira, Urbano Tavares Rodrigues e Vitorino Nemésio.
“Casa do Escorpião” (1963) foi a sua última obra. Faleceu no ano da sua publicação, em Lisboa. Em 2007, o seu corpo foi transladado para o Panteão Nacional.

Este concurso tem uma história muito bonita por trás. Queres conhecê-la?
Lê o nosso artigo: Miguel e a Janela de Livros.

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