“A Odisseia” teve melhor dia de abertura de sempre para um filme de Christopher Nolan em Portugal e ainda a melhor abertura de 2026
Depois de sete Óscares por “Oppenheimer”, incluindo Melhor Filme e Melhor Realização, Christopher Nolan regressou ao cinema com o projeto mais ambicioso da sua carreira, o que culminou no “melhor dia de abertura de sempre para uma longa-metragem do realizador, superando os resultados alcançados anteriormente por “Oppenheimer”.“, segundo a Universal Pictures Portugal.
O resultado consolida-se ainda como a melhor abertura de 2026 em Portugal, confirmando o enorme interesse do público português pela adaptação do clássico de Homero levada ao ecrã por Nolan.
O filme está já em exibição nas salas portuguesas, com diversas sessões esgotadas nos próximos dias em cinemas por todo o país.
“A Odisseia” acompanha Ulisses, o lendário rei grego de Ítaca, na sua longa e perigosa jornada de regresso a casa após a Guerra de Troia, narrando os seus encontros com seres míticos como o Ciclope Polifemo, as Sereias e a ninfa Calipso, enquanto tenta reunir-se com a sua esposa, Penélope. Mito e legado — estes são os temas que atravessam o épico de ação de Nolan.
O filme conta com Matt Damon no papel de Ulisses, Robert Pattinson como Antínoo, Charlize Theron como Calipso, Anne Hathaway como Penélope, Tom Holland como Telémaco, Zendaya como Atena, Lupita Nyong’o como Clitemnestra, Jon Bernthal como Menelau, Mia Goth como Melanto e Benny Safdie como Agamenon num elenco de rara dimensão.

“A Odisseia” representa um marco histórico, sendo o primeiro filme narrativo da história a ser filmado integralmente com câmaras IMAX de 70mm. Foram utilizados mais de 610 quilómetros de película IMAX 70mm durante as rodagens. Nolan procurou abraçar a fisicalidade do mundo real ao filmar em localizações reais, capturando “o quão difíceis teriam sido essas viagens para as pessoas, e o salto de fé que estava a ser dado num mundo por mapear e por descobrir.“
As rodagens decorreram ao longo de 91 dias, entre 25 de fevereiro e 8 de agosto de 2025, terminando com nove dias de antecedência sobre o previsto, em localizações reais espalhadas por Marrocos, Grécia, Itália, Islândia, Escócia e Saara Ocidental. Na Grécia, a produção filmou na região de Messênia, no Castelo de Methoni, na Caverna de Nestor e em Voidokilia — para as cenas com o Ciclope Polifemo. Em Itália, rodou na ilha de Favignana, na Sicília, considerada a “ilha das cabras” do poema original.

Por detrás das câmaras, Nolan reuniu a sua equipa habitual: o diretor de fotografia Hoyte van Hoytema, colaborador desde Interstellar; o compositor Ludwig Göransson, que regressou após “Oppenheimer”; e a produtora Emma Thomas, através da produtora Syncopy.
Com um orçamento estimado em 250 milhões de dólares, “A Odisseia” é o filme mais caro da carreira de Nolan — e também o mais antecipado. O título encabeça a lista dos filmes mais aguardados de 2026 no IMDb, e os bilhetes para sessões em IMAX 70mm foram colocados à venda com um ano de antecedência, em julho de 2025, numa iniciativa sem precedentes — metade das salas disponíveis nos EUA esgotou nas primeiras 12 horas. Agora é a vez de Portugal, com a venda de bilhetes IMAX que se iniciou no dia 12 de junho e com a abertura da venda dos restantes formatos no dia de hoje.
