Beethoven abre a 50.º edição da Festa do Avante! 

por Conteúdo Patrocinado,    30 Agosto, 2026
Beethoven abre a 50.º edição da Festa do Avante! 
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O cenário que se monta no concerto de abertura da Festa do Avante! — tem sido sempre um concerto de música sinfónica, com orquestra e coro — é simultaneamente uma apresentação e um resumo do que se passa nos três dias deste evento organizado pelo Partido Comunista Português desde 1976: tem ares de realidade paralela, pela singularidade do que propõe e disponibiliza. Convenhamos que não é comum vermos milhares de pessoas a usufruir de um programa sinfónico com uma descontração muito distante da vivida nas grandes salas de espetáculo, com uma diversidade animadora na audiência: crianças, adolescentes das “tribos” urbanas, idosos que trocam impressões e que se levantam e batem palmas nos momentos em que a orquestra os arranca das cadeiras, dezenas de sotaques que confluem para saudar o desempenho dos músicos. Este espetáculo é uma aprendizagem revigorante, porque ao som de programas eximiamente qualificados, é impossível não ficar maravilhado com este usufruto participado das pessoas comuns.

Este ano, o programa promete a integral da 9.º Sinfonia de Beethoven, escolha redonda feita a propósito da “comum identificação dos valores da paz, fraternidade e liberdade”, resgatando assim esta popular sinfonia para o seu sentido humanista, aquele que Beethoven e Schiller terão idealizado para ela.

As vozes que irrompem ao longo da sinfonia introduzem — com a palavra — a ideia de comunidade humana. O que se canta é um poema de Schiller (1785) — “Hino à Alegria” ou “Ode à Alegria” — que projecta, justamente, a humanidade como irmandade. Nos seus versos, a alegria é uma «centelha divina» e uma «filha do Eliseu», ou seja, uma força social capaz de pôr em comum, através do canto, pessoas até então distantes e desconhecidas.

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E a singularidade desta obra é que nela Beethoven não se limitou a ilustrar o texto; ele reorganizou-a para que a palavra surgisse como acto público, uma assembleia de vozes, uma proclamação destes princípios e desejos colectivos.

Podem ainda ouvir-se versos que explicitam a fraternidade: «todos os homens se tornam irmãos». O muito conhecido final da sinfonia converteu-se num símbolo internacional de entendimento entre nações e povos — a paz.

Esta exibição na abertura da Festa do Avante! organiza-se então como um gesto de afirmação do ideal humano de construção de uma comunidade justa e livre.

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A obra será interpretada pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa, cuja condução ficará a cargo do veterano Maestro Vasco Pearce de Azevedo, e pelo Coro Lisboa Cantat, que estará sob a batuta do Maestro Jorge Carvalho Alves. A actuação contará com os solistas Isabel Alcobia, Cátia Moreso, João Rodrigues, e Armando Possante. Está marcada para as 22h, de sexta-feira, dia 4 de setembro, o primeiro dos três dias do evento, no Palco 25 de Abril.

A EP — Entrada Permanente — que dá acesso aos três dias da Festa do Avante! — está à venda por 35 euros até ao dia 3 de Setembro, através da Ticketline, nos locais habituais, e nos Centros de Trabalho do PCP em todo o país.

A programação completa e as informações úteis podem ser consultadas no site da organização.

Conteúdo patrocinado por Partido Comunista Português.

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