Câmara de Lisboa quer investir 8,2 milhões de euros em património cultural durante 2026

por Lusa,    2 Dezembro, 2025
Câmara de Lisboa quer investir 8,2 milhões de euros em património cultural durante 2026
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A liderança PSD/CDS-PP/IL na Câmara de Lisboa estima investir 8 milhões de euros em património cultural e 8,2 milhões em apoios a instituições culturais no próximo ano, assim como 1,2 milhões em novas infraestruturas para a Fábrica de Unicórnios.

Os investimentos constam da proposta de orçamento municipal para 2026, que foi hoje apresentada pelo vice-presidente da câmara, Gonçalo Reis (PSD), que tem o pelouro das Finanças.

Gonçalo Reis afirmou que a Cultura “é uma grande aposta deste executivo”, sob tutela do presidente da autarquia, Carlos Moedas (PSD), que partilha a pasta com o vereador Diogo Moura (CDS-PP).

Referindo que a empresa municipal EGEAC – Lisboa Cultura é responsável pela gestão e programação de 27 equipamentos culturais na capital e a Direção Municipal de Cultura gere 49 equipamentos, o vice-presidente disse que, para o próximo ano, se prevê um investimento de 8 milhões de euros (ME) em património cultural e 8,2 ME em apoios a instituições culturais.

Prevê-se ainda a consolidação do programa Teatro em Cada Bairro e a aposta no programa Cultura na Rua, com espetáculos e conteúdos no espaço público, indicou Gonçalo Reis, referindo que o executivo pretende “continuar a afirmar Lisboa como um centro internacional de arte contemporânea, com potencial enorme”.

Nas despesas por área de atividade, o executivo estima 41 ME para a Cultura durante o próximo ano, o que representará um acréscimo de 6,6 ME relativamente aos 34,4 ME previstos executar este ano.

Além disso, a liderança PSD/CDS-PP/IL prevê, para 2026, um orçamento de 49,3 ME para a empresa municipal EGEAC – Lisboa Cultura.

Na área da Economia e Inovação, propõe-se o investimento de 1,2 ME em novas infraestruturas para a Fábrica de Unicórnios (Unicorn Factory) no Beato e 0,75 ME para apoios a empresas ‘startups’ e ‘scale ups’, assim como “um grande enfoque na defesa do comércio com identidade, o comércio local”.

“O tema da inovação e da tecnologia é emprego, tem sido emprego nos últimos anos, e vai continuar a criar muitos postos de trabalho, não só na Fábrica de Unicórnios, nos ‘hubs’ setoriais que temos vindo a desenvolver e que vamos continuar”, declarou Gonçalo Reis.

A liderança PSD/CDS-PP/IL quer também apostar na modernização, com um novo portal de serviços aos cidadãos, a fiscalização inteligente do espaço público, um novo sistema de gestão documental e uma nova plataforma de gestão urbanística, assim como o investimento de 1,1 ME em cibersegurança.

Neste domínio, o vice-presidente reforçou que a modernização passa pela melhoria do funcionamento da Câmara Municipal de Lisboa, em particular a relação com os munícipes, bem como a digitalização de processos e a gestão documental, reduzindo a utilização de papel e apostando em mais transparência.

De acordo com a proposta de orçamento, a rubrica de Economia & Invocação e Modernização contará em 2026 com um investimento de 32 ME, superior aos 24,7 ME previstos executar este ano.

No próximo ano, o executivo estima também gastar 87,1 ME na descentralização para as 24 juntas de freguesias, mais 2 ME do que este ano, e 62,2 ME na manutenção da Câmara Municipal, mais 9,9 ME do que o investimento previsto para este ano.

A liderança PSD/CDS-PP/IL na Câmara de Lisboa apresentou hoje a proposta de orçamento municipal para 2026, no valor de 1.345 ME, ligeiramente inferior aos 1.359 ME previstos para este ano, considerando-o, segundo o vice-presidente da autarquia, “equilibrado, seguro e ponderado”.

Este é o primeiro orçamento municipal do atual mandato (2025-2029), proposto pela nova gestão PSD/CDS-PP/IL, sob presidência do reeleito Carlos Moedas (PSD), que continua a governar Lisboa sem maioria absoluta.

No anterior mandato (2021-2025), os quatro orçamentos da liderança PSD/CDS-PP (a IL não integrava o executivo municipal) foram aprovados devido à abstenção do PS, tendo a restante oposição – PCP, BE, Livre e Cidadãos Por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre) – votado contra.

No orçamento municipal para este ano de 2025, a câmara estimou uma despesa de 1.359 ME, ligeiramente superior aos 1.303 ME previstos para 2024.

Atualmente, o executivo, que é composto por 17 membros, integra oito eleitos da coligação PSD/CDS-PP/IL, que são os únicos com pelouros atribuídos e que governam sem maioria absoluta. Na oposição estão quatro vereadores do PS, dois do Chega, um do Livre, um do BE e um do PCP.

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