Câmara do Porto abre concursos para direção artística de Teatro e Galeria Municipal

por Lusa,    24 Agosto, 2026
Câmara do Porto abre concursos para direção artística de Teatro e Galeria Municipal
Fotografia de Hailey Kean / Unsplash
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A Câmara do Porto lançou hoje os dois concursos públicos para definir as novas direções artísticas de Artes Performativas, incluindo o Teatro Municipal do Porto, e de Arte Contemporânea, que inclui a Galeria, da empresa municipal Ágora.

Em comunicado, a autarquia dá conta dos dois concursos para mandatos de quatro anos, mais um do que os mandatos anteriores, iniciando os nomes escolhidos funções em janeiro do próximo ano.

Na divisão de Artes Performativas, em que o concurso está aberto até 25 de setembro, a pessoa que assumir o cargo, atualmente ocupado por Drew Klein, dirigirá o Teatro Municipal do Porto (Rivoli e Campo Alegre), o Festival Dias da Dança (DDD) e o Campus Paulo Cunha e Silva.

Por seu lado, no caso da direção de Arte Contemporânea, o prazo é até 02 de outubro e abrange a Galeria Municipal do Porto, a plataforma de apoio PLÁKA, a Fonoteca Municipal e os Ateliês Municipais da Lada. Este cargo é ocupado desde janeiro de 2024 por João Laia.

O júri, no caso das artes performativas, é composto por Joana Meneses Fernandes, da Ágora, pelo encenador Nuno Carinhas e pela gestora cultural Luísa Taveira, e o anúncio da nova direção está marcado para 13 de novembro.

Nas orientações para o ciclo 2027/2029, a Ágora coloca o “incremento ao apoio à criação artística sediada na cidade do Porto” como objetivos nas artes performativas, a par do “aumento da participação de artistas e estruturas sediadas no Porto na programação regular”.

A consolidação internacional do Dias da Dança e a aparente configuração do Teatro Campo Alegre para “os domínios da palavra, literatura, leitura e pensamento”, integrando-o “no desenvolvimento de uma rede de equipamentos culturais vocacionados para a valorização da literatura e leitura”, são outros dos destaques do concurso.

O contrato, em regime de comissão de serviços, pode ser renovado por períodos entre um a quatro anos, com uma remuneração base mensal de 3.573,41 euros, com complemento de isenção de horário de 714,68 euros.

No perfil do candidato, é exigida experiência profissional mínima de cinco anos “na coordenação, programação ou direção de equipas em teatros, festivais internacionais, centros culturais ou programas de artes performativas com atividade regular”, e o mesmo tempo de experiência na programação regular de artes performativas em contexto institucional, entre outros requisitos.

Já no caso da Arte Contemporânea, Joana Meneses também integra o júri, a par da arquiteta, curadora e investigadora Andreia Garcia e da diretora-adjunta do Museu de Serralves, Marta Moreira de Almeida, com anúncio agendado para 16 de novembro.

Nos objetivos para 2027/2029, o destaque é a programação do novo espaço da Galeria Municipal no Matadouro, “a abrir entre 2027/2028”, e a valorização da criação artística sediada na cidade.

Em junho, ao jornal Público, o vereador com o pelouro da Cultura, Jorge Sobrado, explicou que as mudanças fixarão “novas prioridades a desenvolver” de forma “mais transparente”, por “vincular os mandatos de direção artística a esses objetivos através de novos concursos”.

O vereador, eleito como independente nas listas do PS, mas que aceitou o convite do presidente, Pedro Duarte (PSD-CDS-IL), para chefiar a pasta, deixou ainda uma avaliação “positiva” às direções que agora cessam.

Antes, também a direção de Cinema e Imagem em Movimento da Ágora, responsável pelo Batalha – Centro de Cinema, anunciou concurso público para definir novo diretor, cujo processo de candidaturas encerrou a 17 de julho, estando a deliberação final agendada para 14 de setembro, e o início de funções para o último trimestre do ano.

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