Cinco palestrantes brasileiros sobre a sociedade e o mundo

por Lucas Brandão,    11 Maio, 2020
Cinco palestrantes brasileiros sobre a sociedade e o mundo
Fotografia de Rafaela Biazi / Unsplash
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No Brasil, existem diferentes iniciativas destinadas ao debate sobre questões do dia-a-dia sob um ponto de vista filosófico, sociológico e psicológico. De igual modo, existem diferentes oradores que discursam e que pensam sobre esses assuntos, criando, no país, uma grande fama. Dentro este rol, foram escolhidos cinco — entre eles, uma monja — que têm ajudado a tornar o discurso académico e das ciências sociais mais acessível e percetível a um público mais alargado, esclarecendo situações do interesse comum e suscitando a atenção para novas formas de as perceber. Alguns deles, entretanto, acabaram por lançar livros em conjunto, assim como estiveram juntos em diversas destas palestras.

Começamos pela palestrante que, dentro deste lote, não faz parte do ambiente académica. Ela é Monja Coen, uma das principais responsáveis pela importação do Budismo Zen para o Brasil, sendo missionária da tradição Soto Shu, a maior escola de Budismo Zen do mundo. À imagem dos outros, tem uma série de livros lançados, apesar de ser pelas palestras que vem conseguindo juntar mais atenção. Estas suas palestras são, em muito, dirigidas para um entendimento do mundo à luz do budismo, abrindo perspetivas de o analisar de forma mais sensível e construtiva, com uma direção de autoconhecimento e de desenvolvimento.

O seguinte é um historiador, do seu nome Leandro Karnal. É professor na Universidade Estadual de Campinas com especialização em História da América. Com experiência na curadoria de diferentes museus brasileiros, Karnal é um dos responsáveis por uma maior popularização no discurso sobre a História com um conjunto diferente de públicos. Nas suas palestras, procura cruzar o seu know-how histórico com as situações quotidianas e com as grandes problemáticas nacionais e internacionais.

O terceiro destes é um filósofo, de seu nome Luiz Felipe Pondé. Doutor em Filosofia, dá aulas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e assume uma posição marcadamente liberal na sua linha de pensamento filosófica e política. É o responsável pela criação do conceito de “marketing existencial”, uma área de estudos dedicada ao entendimento das tentativas de vender os significados da vida, numa posição entre a psicologia e a filosofia. De igual modo, tem uma fama de ser pessimista, pela influência que lhe é atribuída do pensamento de Friedrich Nietzsche.

O quarto dos palestrantes é, também ele, filósofo e chama-se Mário Sérgio Cortella. Para além de professor, tem dedicado muito do seu tempo às palestras e ao discurso filosófico ao grande público. Conceitos como o de felicidade, o de educação e o do trabalho e rotinas modernas são explorados nos seus livros e nos seus discursos diretos, abrindo as portas a que a filosofia tenha utilidade atual e permanente sobre os desafios da atualidade.

Por último, um jornalista e professor, que dá aulas de ética na Escola de Comunicações e Artes de São Paulo. Ele é Clóvis de Barros Filho, formado em jornalismo e em direito em São Paulo, tendo-se especializado nas áreas do Direito Constitucional e da Ciência Política. Para além de diferentes obras que redigiu e lançou, também é palestrante sobre questões associadas à ética na comunicação política e organizacional, assim como, com base na sua formação, sobre como alcançar a felicidade.

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