Cláudia Guerreiro (Linda Martini) e Rui Carvalho (Filho da Mãe) apresentam novo espectáculo audiovisual no gnration

por Comunidade Cultura e Arte,    24 Novembro, 2020
Cláudia Guerreiro (Linda Martini) e Rui Carvalho (Filho da Mãe) apresentam novo espectáculo audiovisual no gnration
Cláudia Guerreiro (Linda Martini) e Rui Carvalho (Filho da Mãe) / DR
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Construído em residência artística ao longo desta semana, espetáculo audiovisual é apresentado já esta sexta-feira, pelas 19:30, no gnration.

Cláudia Guerreiro (Linda Martini) e Rui Carvalho (Filho da Mãe), ambos músicos, ela também ilustradora e escultora, são amigos há 20 anos, casados há 10, mas são raras as vezes em que se  encontram no palco. Foi algures no Alentejo que descobriram a história que move o espetáculo a que chamaram de “A Azenha”.  É a partir de uma casa na planície alentejana, onde em tempos  D. Dinis teve uma amante, que desenvolvem a narrativa que  utilizam para construir esta viagem sensitiva. A casa é a mesma casa onde viveram o escultor e artista modernista Jorge Vieira, um dos mais influentes do século XX português e uma das figuras a quem se atribui a introdução do abstracionismo em Portugal ainda durante a década de 40, e a escultora Noémia Cruz, colaboradora de Jorge e responsável pela execução da  sua obra pública após a sua morte.

Cláudia Guerreiro (Linda Martini) e Rui Carvalho (Filho da Mãe) / DR

Inspirados nas personagens de Jorge Vieira, a guitarra de Filho da Mãe casa-se com as imagens de Cláudia Guerreiro. Cláudia pinta, cria cenário de cor e papel, usa figuras de papel em jeito de marionetas e movimenta luz num vidro, que é filmado e projetado. A guitarra de Rui Carvalho é a “voz” da história. Tudo em tempo real.

“A Azenha” fala de amores cósmicos e intuitivos em sítios a que  todos pertencemos, na terra ou no espaço, de dia ou de noite,  das impossibilidades do amor e das estranhas condições em que  ele decide acontecer. No fim, as nossas casas são onde  amamos.  

Um ano depois da primeira e única apresentação de “A Azenha”,  Cláudia Guerreiro e Rui Carvalho desenvolvem e aprimoram o  espetáculo em Braga, em contexto de residência artística, com o  apoio à criação do gnration. No final da residência, voltam a  palco, para os vermos juntos, numa das raras aparições,  esperando que “A Azenha” deles e de Jorge Vieira seja também,  por momentos, a casa de todos nós.

Os bilhetes custam 9 euros (descontos aplicáveis) e podem ser adquiridos aqui, balcão gnration e locais habituais.

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