Dos mercados negros à economia da atenção: Mariana van Zeller e Steven Bartlett participam no Hapiness Camp
A maior conferência da europa dedicada ao futuro do trabalho regressa à Alfândega do Porto a 24 de setembro. São esperados cerca de 20 mil profissionais, de mais de 80 países e 1.000 empresas. Mariana van Zeller e Steven Bartlett, criador de The Diary of a CEO, estão entre os nomes confirmados. A entrada é gratuita.
Durante um dia, algumas das grandes questões do presente vão passar pelo Porto. O que acontece quando a tecnologia começa a decidir por nós? Porque é que, num mundo hiperconectado, nos sentimos cada vez mais desligados? O que nos faz pertencer? E como mudam a liderança, a cultura e o próprio trabalho quando as regras que conhecíamos deixam de funcionar?
É a partir destas perguntas que o Happiness Camp regressa este ano com “The Reset”, uma edição dedicada a pensar aquilo que estamos a viver agora e o que poderá vir a seguir.
Entre os nomes confirmados está Mariana van Zeller, uma das jornalistas portuguesas com maior reconhecimento internacional.
Durante mais de duas décadas, fez carreira a entrar nos lugares que o mundo prefere não ver: cartéis, redes de tráfico, mercados clandestinos e economias subterrâneas. O objetivo nunca foi apenas perceber como funcionam estes sistemas, mas compreender as pessoas que vivem dentro deles, as suas motivações, relações de poder e necessidade de pertença.
A jornalista portuguesa, autora da série documental “Trafficked with Mariana van Zeller”, da National Geographic, venceu recentemente sete Emmy Awards numa única noite.
Em setembro, chega ao Porto para uma sessão com um ponto de partida pouco habitual numa conferência sobre o futuro do trabalho: perceber aquilo que os mercados negros podem revelar sobre comportamento humano.
Em “Inside the Human Operating System: What Black Markets Reveal About Motivation, Power and Belonging”, Mariana van Zeller vai transportar para o palco duas décadas de acesso a alguns dos ambientes mais fechados do mundo e procurar perceber o que esses universos revelam sobre motivação, poder, confiança e pertença.
Steven Bartlett chega ao Happiness Camp a partir de um universo completamente diferente.
Criou The Diary of a CEO, atualmente o segundo podcast mais ouvido do mundo, e tornou-se uma das vozes mais influentes da sua geração. Ao longo dos últimos anos, sentou-se frente a frente com nomes como Michelle Obama, Kamala Harris, Simon Sinek e Mel Robbins para falar de psicologia, relações, saúde, ambição, liderança e comportamento humano.
Em 2026, a Forbes colocou-o no terceiro lugar da sua lista mundial de criadores mais influentes.
A 24 de setembro, Bartlett junta-se ao Happiness Camp em direto, através de uma participação virtual exclusiva concebida para o evento.
A sessão chama-se “The Attention Economy: Why We’re More Connected, More Distracted, and More Lost Than Ever” e parte de um dos paradoxos mais evidentes do nosso tempo: nunca estivemos tão ligados e nunca houve tantas empresas, plataformas, notificações e algoritmos a competir pela nossa atenção.
O que é que isso está a fazer à nossa capacidade de concentração? À forma como nos relacionamos? À nossa saúde mental? E quanto daquilo a que prestamos atenção continua verdadeiramente a ser escolhido por nós?
Mariana van Zeller e Steven Bartlett são apenas duas das vozes de um programa que vai reunir no Porto líderes, investigadores e especialistas de algumas das organizações mais influentes do mundo.
Disney, TikTok e LEGO estarão entre as marcas representadas numa edição que cruza inteligência artificial, saúde mental, comportamento humano, liderança, cultura organizacional, pertença, tecnologia e futuro do trabalho.
A ideia é olhar para o trabalho não como um tema isolado das restantes transformações da sociedade, mas como um dos lugares onde elas se tornam mais visíveis.
A inteligência artificial começa a alterar profissões e decisões. A tecnologia influencia a forma como pensamos e nos relacionamos. As expectativas sobre aquilo que queremos de uma empresa estão a mudar. O burnout e a saúde mental tornaram-se temas impossíveis de separar da vida profissional. E organizações em todo o mundo estão a tentar perceber como liderar pessoas num contexto em que muitas das antigas certezas desapareceram.
É precisamente daí que surge “The Reset”.
A dimensão do Happiness Camp também ajuda a explicar porque o evento se tornou um dos maiores encontros internacionais realizados no Porto.
Para a edição de 2026, são esperados cerca de 20 mil profissionais de mais de 80 países, representando mais de 1.000 empresas.
Mas há um elemento menos habitual para um evento desta escala: participar não tem qualquer custo.
A entrada no Happiness Camp é gratuita.
A opção faz parte da própria missão do evento: tornar acessível conhecimento que muitas vezes fica limitado a conferências, empresas ou públicos com capacidade para pagar por ele. Na mesma plateia podem estar líderes de algumas das maiores organizações do mundo, estudantes, profissionais em início de carreira, investigadores, professores ou simplesmente pessoas interessadas nas grandes transformações que estão a mudar a forma como vivemos e trabalhamos.
No dia 24 de setembro, essa plateia volta a ocupar a Alfândega do Porto.
E, desta vez, serão cerca de 20 mil pessoas a tentar responder a uma pergunta que atravessa praticamente todo o programa: num mundo que está a mudar tão depressa, o que vale a pena preservar e o que precisamos finalmente de repensar?
A participação é gratuita, mediante inscrição em happinesscamp.pt.
Conteúdo patrocinado por Associação Happiness Camp.
