Emmanuel Macron diz que filósofo e sociólogo Edgar Morin era “o humanismo em pessoa”
O Presidente de França, Emmanuel Macron, descreveu hoje o intelectual francês Edgar Morin, que morreu aos 104 anos, como “o humanismo em pessoa” e destacou a “amabilidade e curiosidade” do filósofo.
“Soldado da Resistência, militante e homem livre, escritor e pensador do século, defensor da natureza e dos povos, Edgar Morin era o humanismo em pessoa”, declarou Macron, numa mensagem na rede social X.
Morin, cuja morte ocorreu na sexta-feira e que foi hoje comunicada pela família, é um dos filósofos e sociólogos mais destacados da segunda metade do século XX e inícios do século XXI e criador da teoria do pensamento complexo.
“Pensamento complexo, vida fecunda, espírito universal. Envio aos seus entes queridos as condolências da Nação”, acrescentou o Presidente francês.
Estudado em universidades do mundo inteiro, especialmente nas latino-americanas, com obras como “O Método” (seis volumes, 1977–2004), dedicou parte da vida profissional à docência.
Ministrou aulas em Santiago do Chile nos anos 60 e em San Diego (Califórnia, EUA), onde estabeleceu as bases do pensamento complexo, e foi diretor emérito do Centro Nacional de Estudos Científicos.
Outras obras destacadas de Moran foram “Alarme em Orleães” (1969), uma exploração sociológica sobre a natureza perniciosa dos rumores, “O Paradigma Perdido: A natureza humana” (1973), em que relaciona biologia e antropologia à natureza perniciosa dos rumores, e “Vidal e os Seus” (1989), em que explora as origens da sua família judia de origem grega.
