Entre novas criações e festivais a companhia Teatrão, de Coimbra, entra na reta final da temporada com um programa desafiante

por Conteúdo Patrocinado,    7 Maio, 2026
Entre novas criações e festivais a companhia Teatrão, de Coimbra, entra na reta final da temporada com um programa desafiante
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O bom tempo chega sempre com um convite a irmos para a rua e a envolvermo-nos em atividades com as comunidades a que pertencemos. É um tempo de finais e recomeços, em que se encostam algumas portas para abrir janelas de par em par. Maio, junho e julho são, por excelência, os meses em que os públicos do Teatrão são convocados a participar ainda mais ativamente na sua programação, seja dentro ou fora das portas da Oficina Municipal do Teatro (OMT).   

Neste final de temporada, a companhia de Coimbra desdobra-se em atividades, numa profusão de fluxos que cruza gente de todos os contextos e que aprofunda o sentido de ser “o teatro onde cabemos todos”. Nos dias 29 e 30 de maio, estreia no XVIII Festival Internacional de Marionetas de Montemor-o-Novo a primeira cocriação Alma d’Arame /Teatrão . Juntos preparam “O Capote” , que parte do conto homónimo de Nikolai Gogol, aqui adaptado por Beatriz e Leonor Wellenkamp Carretas e que abre a programação deste festival, num espetáculo para públicos a partir dos 12 anos onde o grotesco se torna terno e o riso se confunde com o espanto. Aqui, as palavras de Gogol ganham nova vida em cada gesto e fala dos atores-manipuladores, que  partilham o palco com figuras e objetos que se erguem, se desmancham e voltam a nascer, acompanhados de música ao vivo. No final do ano –depois de uma digressão que vai passar por Gouveia, Loulé, pelo Festival Internacional de Marionetas do Portoe por Serpa –, “O Capote” faz temporada na OMT. 

Antes e depois desta estreia, a companhia de Coimbra tem vários desafios para lançar à comunidade. A partir de 23 de maio, têm início as Caminhadas no Vale das Flores, atividades de mapeamento do território à volta da OMT para descobrir os lugares onde, em julho 2027, vai ter lugar o Arrabalde – Festival Internacional na Rua. Este novo festival vai ser organizado pelo Teatrão a cada dois anos e pretende distribuir-se por toda esta zona da cidade de Coimbra. Estas caminhadas vão ser acompanhadas pelo filósofo André Barata serão o mote para o arranque da próxima temporada da companhia. É delas que virá o substrato que vai alimentar o debate no próximo Fórum Teatrão – onde se escutam os públicos – que terá lugar em setembro e vai ser dedicado à programação do Arrabalde.  

Já de 30 de maio a 6 de junho, a OMT vai estar a medir o pulso ao vibrante tecido cultural associativo do distrito de Coimbra no Aluvião – Estação de Teatro e outras Artes. Com um raio de ação ainda mais expressivo face a edições passadas, este ano congregam-se propostas de sete associações vindas de Arganil, Coimbra, Montemor-o-Velho e Pampilhosa da Serra. A diversidade de expressões artísticas também é maior este ano e, além de teatro, também há espaço no programa para cinema, música, etnografia e performance. No final desta edição do Aluvião, vai ser apresentada uma plataforma digital onde todo o tecido associativo da região se vai poder ligar para encontrar parcerias, planear a circulação de espetáculos e dar visibilidade ao seu trabalho. 

Ainda em maio, o final dos ciclos pedagógicos traz uma nova edição do Movimento Teatro Escolar, organizado em parceria com o Plano Nacional das Artes, à OMT. Já em junho, Soprar Palavras vai levar os alunos das Classes de Teatro do Teatrão a percorrer vários cantos da cidade nas suas apresentações finais. Ao mesmo tempo, vão estar a abrir as inscrições para o novo ano letivo deste projeto de experimentação da prática teatral que o Teatrão desenvolve desde 2001. Por fim, depois de meses intensos de aprendizagem e de valiosas trocas de experiências, o projeto MAIS, financiado pela CCDR-Centro ao abrigo do programa “Centro 2030 – Inclusão pela Cultura”, vai também chegar ao fim. 

A programação do Projeto Pedagógico e de Mediação, neste trimestre, fica completo com a nova reunião do Condomínio Vale das Flores, que se volta a juntar para organizar a grande festa das Fogueiras de São João, e com as apresentações de “Nas Nuvens – Sonhos de não tão novas pessoas”, o novo ciclo do projeto Teatro e Memória, em que a equipa artística e pedagógica do Teatrão trabalha com participantes de idade maior de IPSS do concelho de Coimbra. 

A OMT também espelha esta comoção que provoca o bom tempo na diversidade e multiplicidade de acolhimentos que vai receber. A 11 de junho, “OU”, criação de André Braga e Cláudia Figueiredo com Panaibra Canda, pisa o palco da Sala Laborinho Lúcio. Dando continuidade à lógica de troca de experiências que a programação de dança tem procurado ao longo desta temporada, o espetáculo vai ser sucedido por um jantar com comida tradicional moçambicana, acompanha de DJ set de João Gaspar. Em junho e julho, a Residência Contra|o|Tempodo Linha de Fuga traz à OMT a nova criação de Bernardo Chatillon e “Periféricas” de Ana Rocha, Márcio Canabarro e Mariana Tegner Barros. A 27 de junho, a Esquiva Companhia de Dança apresenta “Bestiário III – A Quimera” e na semana seguinte, a 4 de julho, é “Ao longe, o fim do mundo” da Retorno Contínuo a entrar em cena. Por fim, a temporada da Sala Laborinho Lúcio encerra com dose dupla de música: o projeto “Como um Sonho Lindo: uma viagem através do cancioneiro de Fausto Bordalo Dias” do Coimbra Jazz Ensemble e da ACERT faz a sua primeira apresentação na cidade a 8 de julho e, nos dias 17 e 18, a editora CIGA239 promove a 2ª edição do CIGA Festa. 

De maio a julho, a Tabacaria continua a ser o palco mais dedicado à programação musical na OMT. A curadoria tripartida entre a Saliva Diva, Rui Lúcio e Victor Torpedo vai trazer ao café-concerto deste teatro municipal atuações de: Colectivo Ciranda, Cortada, Virvon Varvon, Corrente, Polivalente, Mapache e Moisés Viegas. 

A programação do Teatrão pode ser acompanhada em oteatrao.com e no Facebook e Instagram da companhia. 

Conteúdo patrocinado por O Teatrão.

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