Entrevista. Ali Asgari: “Os meus filmes são sacrificados por não serem suficientemente políticos”

por José Paiva Capucho,    1 Maio, 2026
Entrevista. Ali Asgari: “Os meus filmes são sacrificados por não serem suficientemente políticos”
Ali Asgari / Fotografia de Rui André Soares – CCA

Realizador iraniano estreia, em Portugal, “A Divina Comédia”, uma sátira negra ao regime iraniano, que está agora em guerra com os EUA e Israel. Será possível não ser político neste momento? Fomos descobrir à 3.ª edição do Festival Internacional de Cinema da Maia.

Se fosse só pela sua postura, não se daria conta de que o homem de pólo verde, lentes embaciadas e sapatos desportivos que veio ter com a Comunidade Cultura e Arte ao Fórum da Maia era um realizador de cinema. Fala pausadamente, não tem pressa, nem parece que, certo dia, um regime inteiro lhe confiscou a vida. Ali Asgari, cineasta iraniano, trouxe “A Divina Comédia” (distribuído por Nitrato Filmes em Portugal) até á 3.ª edição do Festival Internacional de Cinema da Maia. Quando conversámos com ele, já tinha tido um dia cheio de conversas. Afinal, o seu país está em guerra com os Estados Unidos da América de Donald Trump e Israel de Benjamin Netanyahu. E o realizador, um eterno apaixonado pelo cinema italiano, tem uma comédia negra sobre as minudências da censura do regime islâmico do seu país, para mostrar ao mundo, após estreia no Festival de Veneza de 2025. Para mostrar, é como quem diz: no Irão, não será exibido.

Em breve, partirá para Cannes, para ser júri numa secção de curta-metragens, festival onde se fez notar em 2023, com “Crónicas do Irão”. Quanto à história de “A Divina Comédia”, é uma viagem dantesca em loop de um realizador desesperado — e cuja história é real — tornando todo o filme ora muito meta, ora muito sobre a própria experiência cinematográfica que todos partilhamos. No fundo, o que Ali Asgari nos quer mostrar, outra vez, é o absurdo da autoridade levado ao mais pequeno detalhe da vida. “No Irão, é muito importante que um realizador possa fazer pouco da nossa situação. Não quero enfatizar sempre que somos as vítimas. Para ser honesto, os iranianos sabem que não são as vítimas. Quando gozamos com algo, diminuímos o seu poder”. Ali Asgari é sereno, pode preferir comédia à seriedade do mundo, mas sabe do que fala. Conversámos com ele.

O filme fala sobre o absurdo da autoridade. Mas também sobre memória e a experiência cinematográfica. Atravessamos uma crise nessa área, muitas salas a fechar, menos público, o streaming a brotar em toda a linha. Que impacto teve o cinema na sua vida?

Comecei com os filmes norte-americanos clássicos. Tiveram um grande impacto em mim. Depois, descobri os filmes indie norte-americanos, os realizadores de Nova Iorque e só a seguir os europeus, como os franceses e italianos. Ao longo dos anos, tive diferentes experiências, mas pensei sempre: que filme está certo ou errado? Há quem ache que estamos só a perder tempo porque não temos audiência. É sempre uma luta, saber de que lado estou. Daí usar aquela cena entre dois irmãos com perspectivas e experiências de cinema diferentes. Neste momento, gosto de fazer filmes que não sejam para grandes audiências. Não sei é se o que estou a fazer é o certo ou não.

Ali Asgari / Fotografia de Rui André Soares – CCA

O Ali recorre à sátira para falar sobre o regime do seu país. É a arma mais eficaz para outras culturas perceberem o que se passa no Irão?

Os filmes iranianos sempre foram muito sérios. Difíceis. Quando comecei a fazer os meus, preferi parar de repetir essa fórmula. Tentei encontrar um lado mais interessante, mais ligado à comédia negra, à sátira. No Irão, é muito importante que um realizador possa fazer pouco da nossa situação. Não quero enfatizar sempre que somos as vítimas. Para ser honesto, os iranianos sabem que não são as vítimas. Quando gozamos com algo, diminuímos o seu poder. Acontece o mesmo com o regime iraniano. E, aí, a audiência pode perceber o absurdo do que se passa. Podes comunicar com ela. É também mais divertido e podemo-nos rir. Já estamos a chorar demasiado com a guerra.

“No Irão, é muito importante que um realizador possa fazer pouco da nossa situação. Não quero enfatizar sempre que somos as vítimas. Para ser honesto, os iranianos sabem que não são as vítimas. Quando gozamos com algo, diminuímos o seu poder. Acontece o mesmo com o regime iraniano.”

Quem lhe mostrou esse lado mais irónico da vida?

Sou uma pessoa engraçada. Pareço sério, à distância. Os meus primeiros filmes também eram muito sérios. Quando o público os vê, acham que sou demasiado engraçado para os fazer. Estudei em Itália, gosto de Nanni Moretti, gosto de comedia all italiana (género de comédia de Itália que surgiu nos anos 50). Também falam de temas sérios mas olham para o lado bom da vida. Fazem-me rir. Só mais tarde, com a ajuda do meu co-escritor, Alireza Khatami, é que começámos a trabalhar no “Crónicas do Irão”.

Nanni Moretti é, de facto, um realizador político, mas os seus filmes são cómicos, ainda que também muito políticos. Como é que trabalhou essa parte de olhar para o absurdo, de olhar para a autoridade? Em “A Divina Comédia”, a autoridade está quase escondida, está na palavra, no detalhe, é violenta através da palavra dissuasora e persuasiva.

No Irão, existem muitas situações absurdas. É a mistura de um país moderno com um governo religioso. É algo muito absurdo. Com regras estranhas, a vida complica-se. O “Crónicas do Irão”, falava também dessas pequenas coisas, desses pequenos detalhes como mudar de nome. E de como algo pequeno se torna grande. Escala. Gosto dessa discussão. De ver a sociedade através dessa lente.

“A cultura norte-americana não existe no quotidiano dos iranianos. Nos últimos 50 anos, o governo do Irão tentou retirar essa influência das nossas vidas. Não há MacDonald’s, não há carros norte-americanos, ou não temos licença para os conduzir.”

Acha que por explorar mais a comédia a sociedade iraniana ou os seus colegas o levam menos a sério?

Depende. A comédia não é um género imensamente respeitado. Está a mudar aos poucos. Muitos bons actores de comédia não ganham prémios, por exemplo. Não quero muito saber se as pessoas me consideram ou não. Tenho os meus objetivos. Não penso nessas pessoas.

Fala-se sempre na influência norte-americana nas várias culturas, como a portuguesa. E há sempre uma cinematografia que reage contra esse influência, sobretudo se o país de onde vêm esses filmes estiver em guerra com os Estados Unidos da América. O Ali fala de Steven Spielberg, fala do filme “Matrix”, mas sem troçar dessa cultura. Porque não o fez?

A cultura norte-americana não existe no quotidiano dos iranianos. Nos últimos 50 anos, o governo do Irão tentou retirar essa influência das nossas vidas. Não há MacDonald’s, não há carros norte-americanos, ou não temos licença para os conduzir. Contudo, o mais importante em “A Divina Comédia”, é o amor pelo cinema. E, por isso, quis falar desses realizadores que tiveram um impacto muito importante em mim. Um dos actores que surge no filme também gosta de “Matrix”, do “Senhor dos Anéis”, o que contrasta com a minha personalidade, pois não gosto desses blockbusters.

“Os meus filmes são sacrificados porque não são suficientemente políticos. Não chegam. Querem esses tais temas sérios e políticos. Parece um manifesto. Não gosto desse lado. É importante que fales de política se quiseres. Se a quiseres usar no teu cinema. Contudo, o cinema é entretenimento mas também é arte.”

Existe um funcionário do governo que tenta dissuadir o realizador Bahram Ark de fazer o seu filme. Este tipo de pessoa é real? Há mesmo funcionários do Estado iraniano que, apesar de aplicarem censura, gostam de cinema?

Sim, existem. Já conheci alguém assim, por causa dos meus filmes. Pedia-me para trabalhar com ele, porque tinha financiamento, conhecia “as pessoas certas”. Adorava cinema, falávamos muito sobre. Não era uma pessoa “a preto e branco”. Não quis entrar nessa armadilha de dizer que esse lado é o mau. Que são os maus da fita.

Mas acredita que o “A Divina Comédia” poderá ser exibido no Irão agora? Que teria menos problemas como os que teve no passado, quando lhe confiscaram o passaporte, por exemplo?

Nada mudou. O sistema continua o mesmo. Não acredito que posso exibir este filme no meu país.

Julgo ter lido que já exibiu filmes seus em cafés e em casas de amigos.

Já o fiz, sim. Em casa de amigos ou em cafés. Estou banido de exibir os meus filmes em cinemas comerciais.

Ninguém vai aparecer em casa?

Não, não.

E acha que essa realidade não vai mudar?

Acho que não para já.

Vive no Irão? Tem projectos novos?

Sim. Tenho, mas depende da situação. Queria começar um filme mas a guerra começou. Não sei…

Ali Asgari / Fotografia de Rui André Soares – CCA

Falemos da cena final. Nunca conseguimos ver o filme que o realizador quis estrear. Só que mal consegue mostrá-lo, há um incidente com um cão, que é também uma personagem importante no tal projecto. O que quis dizer com esta espécie de metáfora canina?

Falamos muito do cão, logo no início do filme. Estão a tentar cortar-lhe o cão em todas as cenas. No Irão, ter este tipo de animal entra em conflito com a religião do país. Não se pode ter um cão se fores religioso. Não é possível tê-lo simplesmente. Só que muita gente também os tem. Há muita gente que tenta lutar pelos direitos dos animais, mesmo em conflito com o regime. Tentei usar essa metáfora do cão a olhar para toda a gente, a perceber a realidade, de como ele olha para o Bahram, quase como se tivessem o mesmo destino. Toda a gente quer cancelar o cão e o realizador.

“Estou banido de exibir os meus filmes em cinemas comerciais no Irão.”

Também no final surge a queda do regime de Bashar al-Assad, na Síria. Porquê? Parece querer mostrar que o público está a ver algo impossível de acontecer no seu país.

Quando estava a escrever o guião com a minha equipa, achei que o final não podia ser simples. Seria cliché, do género: encontravam um sítio para exibir o filme, finalmente. Ali a meio da ação, dentro de um bar, o funcionário do governo convida o Bahram Ark para ir à Síria e, depois, tudo muda de repente. O regime daquele país é deposto. Ou seja, o poder não existe. Tudo muda num par de horas. Era isso que queria mostrar.

Cresceu quando a república islâmica estava a implementar-se, em força, no Irão. Agora o ayatollah Ali Khamenei foi morto pelas forças norte-americanas. Perde muito tempo a pensar no que se está a passar?

É impossível estar desconectado com o que se passa no Irão. Não é fácil viver lá. Estamos geopoliticamente localizados num lugar de conflito. As nações estrangeiras querem sempre o seu dinheiro, a sua parte. Os iranianos que vivem no país têm sempre de enfrentar essa realidade. Portanto, temos de ser políticos, de perceber o que se passa a nível social e económico. É impossível não sentir nada sobre isto. Por isso, sim, quando faço filmes, essa realidade está lá, mesmo que não faça filmes políticos.

O Barham Ark diz que a sua “luta é que o filme não seja censurado”. Temos visto realizadores como Jafar Panahi (recorda a entrevista) ou Mohammad Rasoulof, e também o Ali, a atrair um público ocidental para o vosso cinema. É mais fácil hoje ser realizador no Irão?

Acho que a situação piorou para as gerações mais novas. Quando comecei, não havia tanto conflito dentro do país. Há uma crise económica, portanto, a situação vai piorando cada vez mais. Há menos espaço para todos. A esperança é tentar mostrar os filmes para que possam ter a sua própria vida fora do Irão. Porque há muitos iranianos a viver fora do seu país e, por isso, podemos mostrar-lhes o nosso trabalho no estrangeiro.

Ali Asgari / Fotografia de Rui André Soares – CCA

No seu filme há uma série de personagens jovens muito diferentes, temos tempo para perceber a radiografia de uma certa geração do país. Onde foi buscá-los?

Tentei ter um leque vasto e diverso de iranianos, dos mais pobres aos mais ricos. O Irão é muito diverso: diferentes raças, línguas, dialectos. São vários, pequenos, mas mesmo muito diversos. Queria esse background rico.

“Não é fácil viver no Irão. Estamos geopoliticamente localizados num lugar de conflito. As nações estrangeiras querem sempre o seu dinheiro, a sua parte. Os iranianos que vivem no país têm sempre de enfrentar essa realidade. Portanto, temos de ser políticos, de perceber o que se passa a nível social e económico. É impossível não sentir nada sobre isto. Por isso, sim, quando faço filmes, essa realidade está lá, mesmo que não faça filmes políticos.”

Existem certos dialectos no Irão que estão a desaparecer, como aquele que partilha com a sua mãe. Quão importante é a língua para si? Em “A Divina Comédia”, o realizador quer fazer o filme em turco, mas o persa é que manda.

É muito importante. O Irão é um país com essa tal diversidade da língua. Mas nenhuma tem 100% da população. O regime iraniano tentou, durante vários anos, centralizar tudo à volta do persa. Temos de ter mais movimentos para mostrar o quão diversos somos. E que têm direito para fazer os filmes que quiserem através da língua que sabem falar. É preciso descentralizar essa parte do Irão.

E acha que esse tema vai continuar a ser recorrente na sua cinematografia? Há realizadores que fecham um capítulo da sua vida assim que terminam um filme…

Não me acontece a mim. Nunca fecho qualquer capítulo com um projecto meu. Depende do que vier a seguir. No Irão, toda a gente gosta de trabalhar com actores sem sotaque. Se tiveres sotaque turco, não querem trabalhar contigo. Durante muitos anos, certos sotaques foram humilhados. O persa estava sempre lá. Houve até momentos em que as pessoas tinham vergonha de falar com sotaque.

Acredita que o dialecto que fala com a sua mãe vai desaparecer?

Sim, vai. A segunda geração da minha família já não fala a mesma língua que os pais.

“No Irão, existem muitas situações absurdas. É a mistura de um país moderno com um governo religioso.”

Os iranianos são politicamente envolvidos? Estão revoltados como parte da Europa está, com o crescimento dos extremismos?

As pessoas estão muito interessadas por política. Basta apanhar um táxi e começa-se a falar em Donald Trump ou nos nossos líderes políticos. As pessoas queixam-se. Existem sempre teorias sobre o que se passa. Todos têm os seus ideais, as suas fontes de informação. Nesse cenário, torna-se difícil fazer cinema. Quando mostro o filme fora do Irão, há quem reaja de forma estranha, há quem se interesse.

Quando estreou o filme em Veneza, sentiu que o festival estava só a dar-lhe palmadinhas nas costas para querer estar no lado bom da fotografia internacional? Para fazerem um statement político. Ou acha que existe mesmo interesse genuíno no seu trabalho?

Percebo que alguns realizadores não se sintam satisfeitos mas depende da forma como te apresentas. Como o teu filme é mostrado às pessoas. Há filmes mais interessantes para os ocidentais. Pessoalmente, tento fazer o que quero. Existe, porém, um problema comum: os ocidentais querem sempre o mesmo tipo de comida.

Como uma criança pequena?

Sim. Os meus filmes são sacrificados porque não são suficientemente políticos. Não chegam. Querem esses tais temas sérios e políticos. Parece um manifesto. Não gosto desse lado. É importante que fales de política se quiseres. Se a quiseres usar no teu cinema. Contudo, o cinema é entretenimento mas também é arte.

Fotografia de Rui André Soares – CCA

Prefere experiências mais intimistas como esta do Festival Internacional de Cinema da Maia? Evento mais pequeno, país mais pequeno, menos holofotes.

Gosto muito dessa parte. Dos eventos mais pequenos, porque, por vezes, estão muito distantes da realidade mundial. Gosto de pensar numa pessoa, com a sua vida normal de uma pequena cidade, que, de repente, descobre um filme iraniano.

Já sei que não gosta de blockbusters, mas em “A Divina Comédia, o “Matrix é referido. Faz cinema para “dobrar a colher?”

O mais importante é ter um efeito qualquer no público. Pode ser tristeza ou alegria. O que seja. Não sei nada sobre o futuro. Pode aparecer um projecto maior. Mas o que é mais importante são as pequenas sensações ou emoções sobre o mundo.

Estaria aberto em ir para Hollywood?

Nunca pensei nisso. Ou seja, não, não estou muito interessado.

Falemos de questões técnicas. Usa-se uma Vespa cor de rosa no filme, porquê? As personagens estão num loop, a passar pelos tais vários ciclos do Inferno como no livro do Dante Alighieri. Mas o realizador lá chega ao Paraíso e de mota.

É uma homenagem ao Nanni Moretti. Queria usar a mota porque, no cinema iraniano, as personagens estão sempre a falar dentro do carro. Quis quebrar essa regra. Basta ver os filmes do Abbas Kiarostami.

É para ter conversas secretas que o regime não pode ouvir?

Exacto. E, depois, não é normal que uma mulher conduza uma mota. No filme acontece isso. Foi o meu querer quebrar as regras, que as personagens também quebram. Foi importante mostrar essas cenas da mota. Agora, porquê uma Vespa? Estudei em Itália.

Porque escolheu ir para esse país?

Era fã do neorealismo italiano. Quis explorar, conhecer.

Nunca pensou em mudar-se para lá?

Não, não. Vou lá muitas vezes, mas não.

“Divina Comédia”, filme de Ali Asgari

Vive em Teerão? Sente o impacto dos seus filmes nas pessoas?

Sim, sinto. Mas sou sempre inspirado pela cidade. Pelo país. Os meus filmes acontecem dentro da cidade, em Teerão, a capital. O próximo projecto será aí.

Voltemos às referências. Tem algumas hoje em dia? Mesmo que sejam amigos seus, um membro familiar. Quem o inspira para continuar?

Ando muito a pé no Irão. Uso o táxi, o autocarro. Falo muito com as pessoas. É daí que vem a minha inspiração. Mas não quero só mostrar essa realidade. Quero brincar com ela. Perceber as ligações entre realidade e ficção.

Os iranianos sentem que temos uma imagem errada deles?

Sim. Está a melhorar por causa da internet e do cinema. Há uns anos, as pessoas eram mesmo mal interpretadas. Mas está melhor. Claro que há percepções estranhas, mas é totalmente diferente.

Não lhe aconteceu nada ao passaporte desta vez?

Até agora, não. Mas ainda não sei. Tem sido um ano crítico para nós. Não sei o que vai acontecer a seguir.

Sente esperança?

Claro que sim. É o mais importante da vida. Sem isso, perdemos tudo. Perdemos a felicidade.

E que não nos retirem a imaginação.

Sim, sim. É parte da vida. Vi um documentário da Argélia no outro dia, e, a certa altura, uma personagem diz: “Se perderes a imaginação, tornas-te num cadáver”. A Imaginação faz-te estar fora do mundo e ires onde queres. Torna a tua vida melhor. 

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