França bloqueia acesso a plataforma de apostas ‘online’ Polymarket, dedicada à atualidade política

por Lusa,    17 Julho, 2026
França bloqueia acesso a plataforma de apostas ‘online’ Polymarket, dedicada à atualidade política
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A Autoridade Nacional de Jogos francesa anunciou hoje que vai bloquear o acesso à plataforma ‘online’ de apostas Polymarket, dedicada à atualidade política, depois de, em 2024, já ter proibido efetuar transações financeiras neste site a partir de França.

Apesar da proibição decretada em 2024, os internautas continuavam a ter acesso, a partir de França, à página inicial do site de apostas ‘online’ sobre eventos políticos, que exibia “em tempo real e de forma dinâmica as cotações associadas aos diferentes eventos suscetíveis de serem objeto de apostas”, explicou em comunicado a Autoridade Nacional de Jogos (ANJ).

Na nota informativa, a autoridade considerou que tal pode ser equiparado a publicidade a uma atividade não autorizada no território e, recordando que “a publicidade, por qualquer meio que seja, a favor de um site de apostas ou de jogos de azar não autorizado constitui um delito penal”, decidiu agora bloquear o acesso à plataforma.

Nos últimos dois anos, a plataforma Polymarket “não parou de ganhar visitantes no território francês, tendo registado, no passado mês de junho, 578.751 visitas e 205.057 visitantes únicos”, indicou ainda a ANJ no comunicado.

Esta decisão foi anunciada no mesmo dia em que o operador de teleponto do Presidente norte-americano foi despedido após a revelação de que terá ganho quase 100 mil dólares (cerca de 87 mil euros) ao realizar apostas ilegais sobre o conteúdo dos discursos de Donald Trump, que conhecia antecipadamente, na plataforma Kalshi, a grande concorrente da Polymarket no mercado de previsões de atualidade política.

Na Europa, vários países já restringiram ou bloquearam este tipo de plataformas, entre os quais Portugal, onde o acesso ao site da Polymarket foi bloqueado no início do corrente ano pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) devido à falta de licença para operar no país e por disponibilizar mercados de apostas em eleições e eventos geopolíticos, que são ilegais à luz da lei portuguesa.

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