Grupo DST cria “Muzeu” do pensamento crítico e da arte contemporânea em Braga. Será inaugurado em Abril
Um novo museu intitulado Muzeu vai ser inaugurado em abril, em Braga, visando a promoção do pensamento crítico e o ativismo social através da arte contemporânea, da filosofia e do debate, anunciou hoje o grupo dst.
“Fundado pelo dstgroup, empresa com presença relevante em vários setores de atividade, com destaque para a construção civil, obras públicas, energia ou telecomunicações, o MUZEU tem como objetivo estudar e valorizar a coleção de arte contemporânea da instituição, procurando promover o gosto pela arte e cultura de forma mais abrangente e, dessa forma, influenciar positivamente os decisores para a promoção de uma vida mais justa e feliz para todos”, referem os promotores, em comunicado hoje divulgado.
Segundo a nota, o presidente do dstgroup, José Teixeira, criou, ao longo das últimas quatro décadas, “uma das mais significativas coleções privadas de arte contemporânea em Portugal”, possuindo “mais de 1.500 obras de 240 artistas nacionais e internacionais”.
“Destaque para nomes como Pablo Picasso, Anselm Kiefer, Nan Goldin, Richard Long, Candida Höfer, André Butzer, Sue Webster & Tim Noble, Caio Reisewitz, Jason Martin, Paula Rego, Helena Almeida, Pedro Cabrita Reis ou Julião Sarmento, entre muitos outros, artistas e obras com forte dimensão poética, filosófica e política, abordando questões como memória, poder, identidade, trabalho, resistência e Liberdade”, lê-se no comunicado.
O Muzeu, instalado no antigo Tribunal Judicial de Braga, no centro histórico de Braga, foi projetado pelo arquiteto bracarense José Carvalho Araújo, com longa ligação ao grupo dst, e transformado num museu de cinco andares, composto por quatro pisos de exposição e um auditório.
De acordo com os promotores, o Muzeu “irá funcionar como um fórum aberto para a filosofia e para a arte, com um programa que reúne uma ampla variedade de intervenientes, através de exposições, palestras, performances e música, reforçando o papel do museu como espaço de intervenção e promoção cívica e política”.
“Além disso, o MUZEU será um local de reflexão e inspiração para os 3.000 funcionários do dstgroup, oferecendo aos trabalhadores a oportunidade de se requalificarem e melhorarem as suas competências através de formação em funções relacionadas com a área de museologia, tais como guias de exposições, conservação e gestão de coleções, ou mesmo programas e eventos específicos para funcionários”, acrescentam os promotores.
O Muzeu será inaugurado com o programa “Abrir Abril’” o primeiro ciclo de programação, que decorrerá de 23 de abril a 31 de outubro de 2026, assinalando o aniversário da Revolução dos Cravos e refletindo “sobre a revolução como um momento de rutura e transformação coletiva”.
“No centro do programa de abertura estará a exposição inaugural ‘Sejamos realistas, exijamos o impossível’, de 23 de abril de 2026 a 23 de outubro de 2027. Ao longo de quatro pisos expositivos com aproximadamente 3.000 metros quadrados, apresenta mais de 100 obras de 96 artistas, 40 portugueses e 56 internacionais, provenientes da Coleção de Arte Contemporânea do dstgroup”, adianta o comunicado.
Entre os artistas presentes na exposição inaugural encontram-se Alex Katz, Ana Vidigal, Ângela Ferreira, Annie Leibovitz, Artur Lescher, Axel Hütte, Délio Jasse, Eduardo Batarda, Fernão Cruz, Francesco Clemente, Franz West, Gary Webb, Isabel Muñoz, Jean-Baptiste Huynh, João Penalva, José Bechara, José Pedro Croft, Julian Opie, Manuel Rosa, Muntean & Rosenblum, Nan Goldin, Pedro Calapez, Peter Zimmermann, Rui Sanches e Susy Gómez.
