Grupo Impresa, liderado por Francisco Pedro Balsemão, reduz prejuízos para 3,4 milhões de euros
A Impresa reduziu os seus prejuízos no primeiro semestre para 3,4 milhões de euros, contra 5,1 milhões de euros negativos no período homólogo do ano passado, anunciou hoje a dona da SIC e do Expresso.
Excluindo os efeitos não recorrentes, “o resultado líquido teria sido de -0,9 milhões de euros”, refere o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão.
Entre janeiro e junho, as receitas consolidadas do grupo Impresa “ascenderam a 88,0 milhões de euros, um crescimento de 2,5% face ao período homólogo, correspondente a um aumento de 2,1 milhões de euros”.
O desempenho “foi impulsionado pelo crescimento das receitas de televisão, que aumentaram 3,6%, para 76,4 milhões de euros”, o que permitiu “compensar a redução de 5,6% das receitas do segmento de Publishing”.
O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) subiu 37,8% para 4 milhões de euros e o EBITDA Recorrente registou um crescimento de 51,6%, para 6,6 milhões de euros, “refletindo a melhoria do desempenho operacional e a disciplina na gestão de custos”.
Excluindo os custos de reestruturação e os encargos associados à entrada do novo acionista, “os custos operacionais diminuíram 0,2% face ao período homólogo”.
A melhoria operacional “refletiu-se numa recuperação significativa dos resultados, apesar do impacto ainda relevante dos custos financeiros, que, embora tenham diminuído 20,2% face ao período homólogo, ascenderam a 4,8 milhões de euros no semestre”, adianta a empresa.
A redução da dívida líquida em 18,6 milhões de euros (-13%) “evidencia a melhoria da posição financeira do Grupo, resultante de uma gestão rigorosa da tesouraria e da geração de caixa operacional”.
A entrada do novo acionista – o grupo italiano MediaForEurope (MFE)-, “materializada no aumento de capital, permitiu igualmente reforçar a estrutura de capitais, contribuindo para a desalavancagem financeira e para uma maior robustez do balanço”, lê-se no comunicado.
O segmento de televisão “registou um desempenho positivo no primeiro semestre de 2026, com as receitas a crescerem 3,6% face ao período homólogo, para 76,4 milhões de euros”.
A evolução “foi sustentada pelo forte desempenho das receitas publicitárias, impulsionadas pelo Mundial de Futebol, bem como pelo crescimento da distribuição de canais e da venda de conteúdos” e contou com o facto da SIC ter sido a televisão oficial da 11.ª edição do Rock in Rio Lisboa.
Isto permitiu mais que compensar a menor contribuição das receitas provenientes de IVR [chamadas de valor acrescentando].
A evolução positiva das receitas foi acompanhada “por uma redução de 1,4% dos custos operacionais, refletindo as medidas de eficiência e otimização implementadas no âmbito do Projeto Impresa 2028”.
As receitas da Impresa Publishing “ascenderam a 10,3 milhões de euros no primeiro semestre”.
Num contexto de mercado desafiante, “o segmento prosseguiu a implementação de medidas de eficiência operacional, que permitiram reduzir os custos operacionais em 3,3% face ao período homólogo”.
Apesar da diminuição de 5,6% das receitas, para 10,3 milhões de euros, o segmento manteve um EBITDA Recorrente positivo, de 100 mil euros.
