Grupo Impresa, liderado por Francisco Pedro Balsemão, reduz prejuízos para 3,4 milhões de euros 

por Lusa,    23 Julho, 2026
Grupo Impresa, liderado por Francisco Pedro Balsemão, reduz prejuízos para 3,4 milhões de euros 
DR
PUB

A Impresa reduziu os seus prejuízos no primeiro semestre para 3,4 milhões de euros, contra 5,1 milhões de euros negativos no período homólogo do ano passado, anunciou hoje a dona da SIC e do Expresso.

Excluindo os efeitos não recorrentes, “o resultado líquido teria sido de -0,9 milhões de euros”, refere o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão.

Entre janeiro e junho, as receitas consolidadas do grupo Impresa “ascenderam a 88,0 milhões de euros, um crescimento de 2,5% face ao período homólogo, correspondente a um aumento de 2,1 milhões de euros”.

O desempenho “foi impulsionado pelo crescimento das receitas de televisão, que aumentaram 3,6%, para 76,4 milhões de euros”, o que permitiu “compensar a redução de 5,6% das receitas do segmento de Publishing”.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) subiu 37,8% para 4 milhões de euros e o EBITDA Recorrente registou um crescimento de 51,6%, para 6,6 milhões de euros, “refletindo a melhoria do desempenho operacional e a disciplina na gestão de custos”.

Excluindo os custos de reestruturação e os encargos associados à entrada do novo acionista, “os custos operacionais diminuíram 0,2% face ao período homólogo”.

A melhoria operacional “refletiu-se numa recuperação significativa dos resultados, apesar do impacto ainda relevante dos custos financeiros, que, embora tenham diminuído 20,2% face ao período homólogo, ascenderam a 4,8 milhões de euros no semestre”, adianta a empresa.

A redução da dívida líquida em 18,6 milhões de euros (-13%) “evidencia a melhoria da posição financeira do Grupo, resultante de uma gestão rigorosa da tesouraria e da geração de caixa operacional”.

A entrada do novo acionista – o grupo italiano MediaForEurope (MFE)-, “materializada no aumento de capital, permitiu igualmente reforçar a estrutura de capitais, contribuindo para a desalavancagem financeira e para uma maior robustez do balanço”, lê-se no comunicado.

O segmento de televisão “registou um desempenho positivo no primeiro semestre de 2026, com as receitas a crescerem 3,6% face ao período homólogo, para 76,4 milhões de euros”.

A evolução “foi sustentada pelo forte desempenho das receitas publicitárias, impulsionadas pelo Mundial de Futebol, bem como pelo crescimento da distribuição de canais e da venda de conteúdos” e contou com o facto da SIC ter sido a televisão oficial da 11.ª edição do Rock in Rio Lisboa.

Isto permitiu mais que compensar a menor contribuição das receitas provenientes de IVR [chamadas de valor acrescentando].

A evolução positiva das receitas foi acompanhada “por uma redução de 1,4% dos custos operacionais, refletindo as medidas de eficiência e otimização implementadas no âmbito do Projeto Impresa 2028”.

As receitas da Impresa Publishing “ascenderam a 10,3 milhões de euros no primeiro semestre”.

Num contexto de mercado desafiante, “o segmento prosseguiu a implementação de medidas de eficiência operacional, que permitiram reduzir os custos operacionais em 3,3% face ao período homólogo”.

Apesar da diminuição de 5,6% das receitas, para 10,3 milhões de euros, o segmento manteve um EBITDA Recorrente positivo, de 100 mil euros.

PUB

Gostas do trabalho da Comunidade Cultura e Arte?

Podes apoiar a partir de 1€ por mês.