Leitão Amaro defende que há fortalecimento e não fragilização da RTP: “está a ser feito o maior investimento deste século”
O ministro da Presidência afirmou hoje que “há um ciclo de fortalecimento da RTP”, com “o maior investimento do século” na sua modernização, rejeitando acusações de fragilização do serviço público.
Na conferência semanal no final do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro, que tem a tutela da comunicação social, foi questionado sobre a decisão dos jornalistas da RTP (rádio e televisão) tomada na quarta-feira em plenário de rejeitar a uniformização das marcas, prevista para final do mês, por considerarem que está “em curso a fragilização da informação do serviço público”, pedindo a suspensão do processo.
O ministro sublinhou que a decisão de uniformização “não é uma medida que dependa do Governo”, dizendo apenas confiar “na capacidade da administração de fazer este processo de transformação”, mas rejeitou as restantes acusações.
“Eu refuto totalmente a ideia de que possa haver um projeto de fragilização do serviço público (…) A RTP está a realizar o maior investimento deste século, o maior investimento baseado também em recursos injetados pelo Estado, isto é, dinheiro disponibilizado pelo Governo”, afirmou.
Leitão Amaro questionou como se pode falar em fragilização da RTP quando a empresa está “no maior ciclo de investimento nos seus meios, nos estúdios, na capacidade de emissão, nas condições de trabalho dos seus trabalhadores”
“A RTP está num ciclo de fortalecimento, um fortalecimento que passa por modernização, que passa por investimento, que passa por repensar algumas das coisas que faz e como faz”, frisou.
O ministro salientou que a RTP voltou “a uma situação de dificuldade na sustentabilidade financeira”, que obrigou a que fossem tomadas medidas, como o plano de saídas voluntárias, que o Estado tem apoiado financeiramente.
“Foi interrompido o ciclo de quase uma década de desinvestimento na RTP. O ciclo de fortalecimento implica transformações, elas vão ter que ser feitas”, disse, salientando que tal não passará, enquanto tutelar esta área, por um aumento da contribuição audiovisual (CAV).
“Rejeito e combato qualquer proposta de aumento da CAV, acho que a RTP já custa um valor muito significativo, cerca de 200 milhões de euros aos contribuintes, é preciso fazermos mais com este dinheiro que recebemos”, disse.
Num comunicado relativo ao plenário dos trabalhadores da RTP, os jornalistas da rádio e da televisão condenam terem sido excluídos das mudanças anunciadas para entrarem em vigor a partir de 30 de março e “rejeitam as alterações nunca negociadas e exigem a suspensão imediata do processo”.
Os jornalistas dizem não se rever nas alterações “porque implicam o esvaziamento de marcas históricas consolidadas, perda de autonomia das respetivas redações e evidente prejuízo para todos os cidadãos e para a democracia”.
Estes não abdicam das marcas históricas incluídas no universo da Rádio e Televisão de Portugal: Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África, RDP Internacional, Antena1 Açores, Antena 1 Madeira e Antena 3 Madeira, RTP 1, RTP 2, RTP Notícias, RTP Madeira, RTP Açores, RTP Internacional, RTP África.
