Museu Britânico, em Londres, retira palavra “Palestina” de exposição sobre antigo Médio Oriente

por Lusa,    16 Fevereiro, 2026
Museu Britânico, em Londres, retira palavra “Palestina” de exposição sobre antigo Médio Oriente
Fotografia de David Iliff – via Wikipedia

O Museu Britânico, em Londres, retirou a palavra “Palestina” do percurso expositivo dedicado ao antigo Médio Oriente, na sequência de queixas sobre a sua utilização para descrever uma região e civilização, noticiou o jornal The Telegraph.

Segundo o jornal, hoje citado pelas agências internacionais, os mapas e painéis informativos do museu referentes ao antigo Egito e aos navegadores Fenícios tinham escrita a palavra “Palestina” para designar a costa oriental do Mediterrâneo, e alguns povos estavam descritos como “de ascendência palestiniana”.

O Museu Britânico decidiu fazer alterações no seguimento de uma carta que recebeu da associação UK Lawyers for Israel (Advogados do Reino Unido por Israel), segundo a qual “aplicar um único nome – Palestina – retrospetivamente a toda uma região, ao longo de milhares de anos, apaga as mudanças históricas e cria uma falsa ideia de continuidade”.

“Isto também tem o efeito agravante de apagar os reinos de Israel e da Judeia, que surgiram por volta de 1.000 a.C., e de reformular as origens dos israelitas e do povo judeu como erroneamente provenientes da Palestina. A terminologia escolhida nos itens descritos implica a existência de uma região antiga e contínua chamada Palestina”, sustentou a associação.

O The Telegraph lembrou que “Palestina” tornou-se um termo geográfico comum e neutro para designar a região sul do Levante em finais do século XIX, mas o Museu Britânico reconheceu agora que a palavra perdeu neutralidade.

“Para as galerias do Médio Oriente que exibem mapas de regiões culturais antigas, o termo ‘Canaã’ é aplicável para o sul do Levante, no final do segundo milénio antes de Cristo. Usamos a terminologia da Organização das Nações Unidas em mapas que mostram fronteiras modernas, por exemplo, Gaza, Cisjordânia, Israel, Jordânia, e referimo-nos a ‘palestiniano’ como um identificador cultural ou etnográfico”, afirmou uma fonte do museu.

De acordo com o jornal, o Museu Britânico está a rever outros painéis e legendas informativas, no âmbito de um plano de reconstrução e renovação da exposição, a implementar nos próximos anos.

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