Negócios em Lisboa faturam mais 8,01% nos dias dos concertos de Bad Bunny
A faturação dos negócios em Lisboa cresceu 8,01% nos dias dos concertos de Bad Bunny na capital na semana passada, de acordo com dados divulgados pela Unicre, especializada em soluções de pagamento.
A empresa comparou ainda a performance dos negócios em Lisboa do cantor porto-riquenho com Rosalía, que também atuou na capital nos dia 08 e 09 de abril.
“Nos dias dos concertos de Bad Bunny, a faturação dos negócios na capital cresceu 8,01% face ao mesmo período de 2025, enquanto nos dias dos espetáculos de Rosalía caiu 0,79%”, indicou.
Ainda assim, o “número de transações aumentou em ambos os casos”, com o Bad Bunny a gerar um crescimento 12,03% e a cantora espanhola de 1,31%.
“O comportamento dos consumidores nacionais e estrangeiros ajuda a explicar a diferença entre os dois períodos”, disse a Unicre, apontando que “em maio, o crescimento foi impulsionado sobretudo pelos consumidores nacionais, cuja faturação aumentou 11,17%, enquanto a estrangeira subiu 3,76%. No total, o consumo nacional representou 59,07% da faturação registada”.
Já em abril, “a tendência foi diferente”, tendo a faturação estrangeira crescido 7,31%, o que não foi “suficiente para compensar a descida de 5,18% registada nos cartões nacionais”.
Segundo a Unicre, no consumo internacional, “os EUA e a Irlanda lideraram a faturação estrangeira nos dois períodos analisados”, sendo que “nos dias dos concertos de Rosalía, os EUA representaram 15,47% da faturação estrangeira, seguidos da Irlanda (14,95%) e do Reino Unido (10,25%)”.
Já nos espetáculos de Bad Bunny, “os EUA tiveram um peso ainda maior, representando 24,33% da faturação estrangeira, seguidos da Irlanda (17,07%) e do Brasil (9,55%)”.
O impacto dos concertos fez-se sentir, sobretudo, no retalho alimentar tradicional, nas perfumarias e na restauração, disse a Unicre.
