Novos livros de Annie Ernaux, Sanna Marin, Miguel Herdade, Rui Zink, João Maria Jonet e Maria Madalena Freire chegam às livrarias até Abril

por Lusa,    6 Janeiro, 2026
Novos livros de Annie Ernaux, Sanna Marin, Miguel Herdade, Rui Zink, João Maria Jonet e Maria Madalena Freire chegam às livrarias até Abril
Miguel Herdade / Maria Norton
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O romance “OLGA Salva o Mundo”, de Rui Zink, é uma das novidades editoriais a publicar pelo Grupo Porto Editora (GPE) até abril próximo, assim como novos títulos dos autores Rute Lourenço e André Neves Braga, foi hoje divulgado.

Annie Ernaux, Nobel da Literatura 2022, Leonardo Padura e Rosa Montero são outros autores do plano editorial do GPE para os próximos quatro meses, assim como Alexandre O’Neill, José Rodrigues Miguéis, Rui Lage, José Alberto Oliveira.

Está também prevista a reedição de duas ‘obras-chave’ de Thomas Mann – “A Montanha Mágica” e “Os Buddenbrook” -, e a abordagem de questões da atualidade, entre as quais “Como sobreviver ao Trumpismo?”, de João Maria Jonet e Maria Madalena Freire.

Das novidades do GPE para o primeiro quadrimestre deste ano, consta também a tradução de José Saramago de “Gigi”, da escritora francesa Colette (1873-1954), obra publicada pela primeira vez em 1944, e o novo romance de Alberto S. Santos, “As Rosas de Barbacena”, uma ficção histórica ambientada na “cidade-manicómio” de Minas Gerais, no Brasil, Barbacena, segundo nota do grupo editorial.

“OLGA Salva o Mundo”, de Zink, “cruza investigação policial, linchamentos públicos e desinformação; a narrativa aborda o impacto da inteligência artificial na manipulação da opinião pública e questiona a noção de justiça popular”.

Sobre o novo romance de Rute Lourenço, “Telhados de Vidro”, é uma narrativa que “acompanha uma atriz de sucesso, cuja vida pessoal esconde uma relação marcada pela violência doméstica”, enquanto o livro de André Neves Braga, “Sem Perdão”, relata “como uma noite de celebração se transforma num confronto inesperado, um ‘thriller’ sobre um instante que muda tudo”, adianta a apresentação da obra.

Outras novidades são os novos títulos do cubano Leonardo Padura e da espanhola Rosa Montero, respetivamente, “Morir en la Arena” (“Morrer na Arena”, em tradução livre), e “Animais Difíceis”. O romance de Padura “explora os traumas da guerra” e, o de Montero, “os perigos da inteligência artificial”.

Entre obras de autores estrangeiros a publicar pelo GPE, constam “Des Diables e des Saintes” (“Demónios e Santos”, em tradução livre), do francês Jean-Baptiste Andrea, que também se tem destacado como cineasta, e os romances de estreia das britânicas Julia R. Kelly, “A Oferenda do Pescador”, e de Florence Knapp, “Os Nomes”, uma “história comovente sobre o peso que o nosso nome pode ter na vida de cada um; uma narrativa sobre identidade, trauma, escolhas e legado familiar”.

Pela chancela Livros do Brasil, que faz parte do GPE, é publicada, já este mês, uma nova edição d’“A Montanha Mágica”, de Thomas Mann (1875-1955), e, “pela primeira vez em volume independente”, a novela “Desordem e Primeira Paixão”, também de Mann, obra de 1926, três anos antes de o autor alemão ter recebido o Prémio Nobel da Literatura. Deste autor também, em março próximo, sai nova edição de “Os Buddenbrook”.

Da francesa Annie Ernaux, distinguida com o Nobel da Literatura em 2022, é publicado por esta chancela “O Uso da Fotografia”, e da turca Tezar Özlu (1943-1986), “As Noites Frias da Infância”.

O título de estreia da escritora Tara Menon, “Debaixo de Água” (2026), vai ser publicado pela Livros do Brasil. A obra da escritora nascida em Nova Deli “recria o devastador ‘tsunami’ de dezembro de 2004”, no oceano Índico, frente à costa da Tailândia.

Na área da não ficção vai ser publicada uma obra sobre os vestígios da presença portuguesa no mundo, intitulada “Henrique, o Navegador”, da antropóloga norueguesa Erika Fatland. O título remete para o infante D. Henrique (1394-1460) que coordenou a expansão marítima portuguesa.  

Outros títulos a sair até abril, são, pela chancela Ideias de Ler, “Gente como Nós”, de Miguel Herdade, “uma reflexão sobre desigualdade social e educação que convida a questionar o que significa nascer em vantagem ou enfrentar obstáculos desde cedo”; “Como sobreviver ao Trumpismo?”, de João Maria Jonet e Maria Madalena Freire, “As Novas Armas da Guerra”, de Cátia Moreira e Vitaliy Venislavskyy, e “We Need to Talk about XI” (“Precisamos de falar sobre Xi”, em tradução livre), obra que “desvenda a complexidade [do líder chinês] Xi Jinping e a influência da China no mundo, combinando investigação rigorosa e contexto histórico”.

Pela chancela da Assírio & Alvim está prevista a publicação do terceiro livro de poemas de Alexandre O’Neill (1924-1986), “Abandono Vigiado” (1960), e a primeira obra de José Rodrigues Miguéis (1901-1980), “Páscoa Feliz” (1932).

Do poeta Rui Lage, assinalando 20 anos de publicação, é editada “uma antologia pessoal” intitulada “Física Espiritual”.

Toda a obra de José Alberto Oliveira (1952-2023) é reunida numa antologia, e, na coleção Poesia Inédita, será publicado “77 Sonetos para um ensaio geral”, de Bernardo Maria Salgado. Nascido em 1994, começou a publicar em 2021, e “tem desenvolvido de alguns anos a esta parte uma reinvenção inquietante da forma do soneto”.

Por esta chancela está também prevista a saída do segundo livro de Ana Isabel Mouta, “Alçapão”, que sucede a “Paiol” (2024).

Outro título a editar por esta chancela é “Crepúsculo de Outono”, que reúne toda a poesia do austríaco Georg Trakl (1887-1914), numa tradução e organização de João Barrento, e a compilação dos “Diários de Viagem”, incluindo alguns poemas em prosa do japonês Matsuo Bashô (1644-1694), numa tradução de Jorge Sousa Braga.

Para os jovens leitores, vai ser publicado o segundo volume da série “Criaturas Impossíveis”, de Katherine Rundell, com o título “O Rei Envenenado”.

De Maria Inês Almeida, sairá “Os Walkers”, uma coleção que “combina aventura e humor, com uma linguagem próxima dos jovens e personagens que despertam curiosidade”.

Outro título a sair é “O Gangue dos Cavaleiros”, de Sofia Pereira.

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