Novos livros de Manuel Alegre, Itamar Vieira Júnior e Luísa Costa Gomes entre as novidades do Grupo LeYa

por Lusa,    8 Janeiro, 2026
Novos livros de Manuel Alegre, Itamar Vieira Júnior e Luísa Costa Gomes entre as novidades do Grupo LeYa
Itamar Vieira Júnior / Fotografia de Adenor Gondim – DR
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O novo livro de poesia de Manuel Alegre, um título de Itamar Vieira Júnior e a estreia de Ângelo Delgado são algumas das novidades da LeYa, a celebrar 18 anos, anunciou ontem aquele grupo editorial.

Na apresentação das novas edições, realizada na Livraria Buchholz, em Lisboa, o diretor-geral da LeYa, David Azevedo Lopes, anunciou a abertura das candidaturas ao Prémio LeYa, tendo até às 12:00 sido já recebidas cinco. O processo de candidatura está aberto até 30 de abril.

Uma das novidades da temporada é o novo livro do brasileiro Itamar Vieira Júnior, que venceu o Prémio LeYa em 2018, com “Torto Arado”.

“Coração Sem Medo” é o novo romance do escritor brasileiro, a publicar já este mês, que aborda as intervenções policiais nos bairros desfavorecidos no Brasil, narrando a história de uma funcionária de supermercado, mãe de três filhos que vê a sua vida alterada quando o filho mais velho desaparece e ela se vê ameaçada por grupos violentos envolvidos no desaparecimento de jovens na cidade de Salvador e também pela própria polícia.

“O sucesso de Itamar, atualmente traduzido em mais de 30 línguas, começou aqui”, frisou hoje a editora Maria do Rosário Pedreira.

Já o novo livro de poesia de Manuel Alegre, “Balada do Corsário dos Sete Mares”, é publicado em fevereiro.

Em março, pelas Publicações D. Quixote, é editado “Triunfo do Triunfo e Outros Contos Escolhidos”, de Luísa Costa Gomes, livro que reúne contos dispersos em periódicos e antologias.

Outra portuguesa, a escritora Margarida Fonseca, regressa ao romance com “A Chave”, com o qual venceu, este ano, o Prémio João Gaspar Simões, cujo júri destacou “a qualidade da estrutura formal, a inteligência da estratégica narrativa e a cumplicidade com o leitor”.

Carla Louro, poetisa vencedora, no ano passado, da 1.ª edição do Prémio Nuno Júdice, estreia-se com “Entra-se na Casa pelo Pátio”, “um livro íntimo, feminino e muito emotivo”, segundo a D. Quixote que chancela o livro.

Ainda na área da poesia, no âmbito da celebração dos 60 anos das Publicações D. Quixote, é editado “Dom Quixote 60 anos de Poesia – uma Antologia”, organizada por Manuel Alberto Valente, que apresenta 60 poemas de autores publicados pela editora fundada pela editora dinamarquesa Ebba Merete Seidenfaden (1940-1980), conhecida como Snu Abecassis. Esta antologia inclui autores como Herberto Helder (1930-2015), Sofia de Mello Breyner Andresen (1919-2009) ou Jorge de Sena (1919-1978).

O livro de estreia de Ângelo Delgado na ficção, “Foi o Preto”, chega aos escaparates, com a chancela da Oficina do Livro, também este mês, e narra a história de José Lima, acusado injustamente de ter causado desacatos e um homicídio. A história passa-se em Portugal, na década de 1990.

Ainda em janeiro sai “Na Rota do Yankee Clipper”, de José Correia Guedes, pela Lua de Papel, que aborda o desastre que aconteceu em fevereiro de 1943, frente ao Cabo Ruivo, em Lisboa, quando o Boeing 314 “Yankee Clipper” se despenhou no rio Tejo, com 39 ocupantes, causando a morte a 24 deles.

Em fevereiro sairá um livro de poesia do jornalista José Carlos Vasconcelos, “Os Sete Sentidos e Outros Lugares”, pelas Publicações D. Quixote, um livro “sucessivamente adiado” pela agenda do autor, como explicou Rosário Pedreira. O jornalista vai ser homenageado este ano no festival literário Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, onde é presença habitual.

No âmbito do cinquentenário da escritora Agatha Christie (1930-1976), a LeYa vai reeditar a “Autobiografia” da autora inglesa, pela Asa, “com atualizações”, assinalou a editora Carmen Serrano.

A Editora Asa, a celebrar o seu 75.º aniversário, propõe-se rever o seu fundo de catálogo com uma nova coleção, intitulada “Escolha da Editora”, onde reeditará, entre outros, do espanhol Arturo Perez-Reverte, “O Assédio”.

A Casa das Letras vai publicar “Máfia: Uma História Global”, de Ryan Gingeras, professor no Departamento de Segurança Nacional, na Universidade Naval da Califórnia. O autor situa na transição do século XIX para o XX, o fim do banditismo e o início do crime organizado, que controla o jogo, o negócio de estupefacientes, o de álcool e da prostituição, e refere a existência de Estados reféns do crime organizado.

Pela mesma editora e na área de ensaio é publicado “Portugal e o Ocidente – Do Ultimato Britânico e de Salazar à Revolta Utópica”, do escocês Tom Gallagher, professor emérito na Universidade de Bradford, que anteriormente escreveu “O Ditador que se Recusa a Morrer” (2021), sobre António de Oliveira Salazar (1889-1970).

O universo da escritora Enid Blyton é recuperado por Chris Smith, com ilustrações de James Lancett, na série “Os Novos Cinco” a editar pela Oficina do Livro. “Os Novos Cinco e o Código dos Contrabandistas” será o primeiro volume a sair.

Outro regresso aos escaparates é o da peça de teatro “A Noite”, de José Saramago, numa edição que inclui fotografias da estreia da peça pelo grupo de Teatro de Campolide. Foi com este título que Saramago, em 1979, começou a publicar na Editorial Caminho, que está a comemorar 50 anos de existência.

Na área da banda desenhada, entre as novidades da LeYa para o trimestre destaca-se a edição de “Final Cut”, novela gráfica do norte-americano Charles Burns, o mesmo autor de “Black Hole” e da trilogia “Nitnit”.

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