Os nossos 20 melhores álbuns portugueses

por Comunidade Cultura e Arte,    28 Dezembro, 2017
Os nossos 20 melhores álbuns portugueses
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A equipa da vossa Comunidade Cultura e Arte dedicou este ano de 2017 a uma cobertura extensiva do que melhor se fez na música, tanto cá dentro como lá fora. Com mais de 150 críticas a álbuns, e reportagens de variadíssimos concertos e festivais, este foi um ano recheado de música na CCA. Nesta altura de final de ano, consideramos importante fazer um balanço daquilo que mais nos marcou ao longo de 2017; tanto por nós como por aqueles que nos lêem e contribuem para o nosso crescimento. Desta vez, voltamos as atenções para o nosso canto da Europa e partilhamos convosco os 20 álbuns portugueses lançados este ano que achamos essenciais.

20. Valete, Capicua, Emicida, Rael – Língua Franca
19. Them Flying Monkeys – Golden Cap
18. 800 Gondomar – Linhas de Baixo
17. Benjamin e Barnaby Keen – 1986
16. Chinaskee & os Camponeses – Malmequeres

15. Stone Dead – Good Boys
14. Flying Cages – Woolgather
13. Terra Batida – Falaciosa Realidade
12. SP Deville – Black Gipsy
11. Lord – Sangue nos Dentes EP

10. Zanibar Aliens – Space Pigeon

“A maturidade que os Zanibar Aliens atingem com este álbum, é bastante clara em faixas que são quase baladas, como é o caso de “Rejoice” ou “Turning Over”. Estas são duas canções que se remetem para um cruzamento de universos tão distintos como os de Mike Patton, Josh Homme ou Eric Clapton. As faixas ganham corpo com arranjos que são, de certa forma, mais elaborados do que noutras malhas.”

9. The Black Wizards – What the Fuzz!

“Uma cascata de rock datado, mas refrescante e detalhadamente modernizado, em que os tempos variam levemente, não dando espaço a mudanças inconscientes ou abruptas. O quarteto nortenho transpira psicadelismo em cada nota, sem nunca descalçar as botas do rock. Estamos em 2017, e What The Fuzz! é um disco obrigatório para os fãs deste género.”

8. Pega Monstro – Casa de Cima

“Alternâncias temporais e estilísticas preenchem as sete canções de “Casa de Cima”, e um lado mais emotivo da banda é-nos apresentado. Combinadas estas características com a meticulosa produção de Leonardo Bindilattio resultado é um álbum estelar, que põe a banda num pedestal, enquanto exemplo do rock que deve ser experimentado, feito e celebrado.”

7. Éme – Domingo à Tarde

“Domingo à Tarde é uma agradável surpresa evolutiva; nele vemos Éme a mudar o seu registo, lírica e instrumentalmente. Nos versos há agora maior um reflexo do seu crescimento e participação na sociedade do que propriamente dos lamentos amorosos tão próprios do fim da adolescência ou dos trocadilhos em mensagens abstractas; uma introdução à abordagem de temas que, agora na idade adulta, lhe tocam mais.”

6. Primeira Dama – Primeira Dama

“A diferença para o primeiro álbum faz-se notar sobretudo numa maior limpeza do som, do espaço em que a melodia se envolve, que acaba a dar ainda maior destaque ao teclado que é a sua principal arma, juntamente com a voz, que nos chega também sem os ecos que marcavam o primeiro álbum. Gravando este disco com Coelho Radioactivo como produtor (artista a solo e metade de Flamingos, banda que divide com Luís Severo), traz-nos um álbum mais alegre e mais pop, menos distorcido e mais directo.”

5. Ermo – Lo-Fi Moda

“Lo-Fi Moda começa com um pedido. Uma poderosa batida incita ao escape, à libertação de tudo, com alguma coisa de inquietante e arriscado inerente à música mas que sabemos ser um pedido seguro. As palavras do tema convidam-nos a absorver a sua estranheza, e Ermo deixam a sua marca definitiva no panorama musical português com um trabalho progressivo e ambicioso. É rápido, de consumo quase instantâneo, e arrebata o ouvinte através de um furacão de batidas irrequietas, melodias cantadas com emoção e uma experimentação musical que mistura as fronteiras dos géneros que emula. O lugar despovoado e solitário que dá nome ao projecto bracarense parece cada vez mais apelativo.”

4. Slow J – The Art of Slowing Down

“The Art of Slowing Down surge dois anos depois da mixtape que a antecedeu e, à semelhança do seu trabalho anterior, a produção levada a cabo maioritariamente por Slow J é um dos pontos fortes deste álbum. O que a define é a atenção ao detalhe, há um cuidado especial na construção de cada beat soberbo que compõe o álbum.”

3. Orelha Negra – Orelha Negra III

“Nunca este grupo soou tão complexo, tão sagaz, tão absorvido na produção musical. Hoje mais do que nunca transparece um cilindrar de expectativas. Quando é incerto se a música vai para a direita ou para a esquerda, o ouvinte sente essa encruzilhada, mas em vez da suposta surpresa os Orelha Negra seguem em frente, desbravam o seu próprio caminho e mostram uma perspectiva diferente, inesperada. A procura da perfeita definição continua em aberto mas a música, a criatividade explorada sonicamente, essa nunca soou tão fantástica como neste projecto.”

2. Surma – Antwerpen

“Antwerpen partilha agora connosco a sua luz, tendo sido um dos álbuns portugueses mais aguardados do ano, e não desiludindo com a sua sonoridade coesa e brilhantemente composta. Com este álbum, Surma inscreve o seu nome no mundo da música portuguesa como uma artista capaz de grandes feitos, e coloca os nossos olhos e ouvidos em Leiria.”

1. Luís Severo – Luís Severo

“Luís Severo está de regresso e coloca-se no centro dos holofotes da nova música portuguesa com o brilhante sucessor de Cara d’Anjo, disco de 2015. O álbum homónimo (…) tem uma produção mais arranjada que o anterior e tal tem de ser claramente um elogio, com pequenos pormenores deliciosos a serem audíveis ao longo de todo o álbum. Neste (autoapelidado pelo próprio) sacro pop, somos conduzidos ao longo dos arranjos e das variações na música com a delicadeza, não só da própria voz de Severo, mas também dos coros que povoam lindamente todo o álbum – ao mesmo tempo que marcam o ambiente da música, envolvem-na, dando-lhe textura.”

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