[Passatempo] Em Fevereiro há teatro e dança na Rua das Gaivotas 6

por Comunidade Cultura e Arte,    23 Janeiro, 2018
[Passatempo] Em Fevereiro há teatro e dança na Rua das Gaivotas 6
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Em Fevereiro o teatro e a dança ocupam a Rua das Gaivotas 6! O vencedor do passatempo irá receber três convites duplos – um para cada espectáculo que ocorrerá em Fevereiro no espaço lisboeta. Para concorreres, deverás: 1) Responder à perguntaA quem é dedicada a peça “finado – primeira parte” de Mário Coelho?“, na caixa de comentários do nosso post de facebook; e 2) Fazer like na página de facebook da Rua das Gaivotas 6. De entre as participações que cumprirem os dois requisitos, será sorteado o vencedor, que terá a oportunidade de acompanhar toda a programação de Fevereiro do espaço.

O passatempo está aberto até às 23.59h desta quinta-feira, 25 de Janeiro. O vencedor será notificado em tempo útil. Segue-se uma descrição dos três espectáculos a que terá a oportunidade de assistir:

FINADO – Primeira Parte
Mário Coelho

1-3 FEVEREIRO 2018 | QUINTA – SÁBADO | 21H30
4 FEVEREIRO 2018 | DOMINGO | 16H E 21H30

dedicado a Pedro Baptista

“é sobre…
acho que…
parece-me que…
isto é…
gosto!
quatro corpos concretos. dois corpos menos concretos. ninguém sabe o que quer dizer, o que quer fazer, o que quer provocar. filhos procuram pais. pais procuram filhos. querem todos ser amados e talvez amar, racionalmente falando. todos cegos numa ilha que pode ser uma sala que pode ser um teatro que pode ser um jardim de infância que pode ser a casa da minha ama que pode ser o Purgatório que pode ser uma máquina de lavar. o mundo lá fora não interessa. contribui-se para a ideia de espectáculo. a gueixa com a máscara não está no corpo certo. o Bambi perdeu a mãe. ele diz que tudo isto não é paixão ou desejo. é amor. ela está morta, mas continua a jogar. a bailarina é perseguida pelas suas próprias ancas. nota do encenador: fecha-se uma trilogia: os temas são os mesmos: bye bye infância, olá oblívio: isto não pode ir abaixo/ têm que provar que estão vivos para então provarem que conseguem e podem morrer: eu só quero que saibam que vos amei e que estive aqui: todos no cemitério dos Olivais para celebrar a morte de um filho de uma porca: ele diz que cavalos são o seu ascendente animal.”

SU8MARINO
Joana Castro

16-17 FEVEREIRO 2018 | SEXTA – SÁBADO | 21H30

Em Su8marino, procuro possibilidades de desterriorialização como desconstrução de paradoxos, encarando o paradigma da criação enquanto produção de novas formas de subjectivação. Como construir uma matriz intersubjectiva de relações entre o entendimento da criação artística enquanto demarcação de território, como refere Deleuze, a desconstrução do poder (territorial) gerando “linhas de voo”, a produção de novos espaços, territórios possíveis e alternativos, a criação de novas configurações semióticas não absolutas e o limite da linguagem/palavra enquanto transformação em contínuo devir.

Nesta peça, o performer é também observador, público, náufrago, construtor de camadas submersas, emergindo enquanto metáfora existencial. Su8marino é um ritual, uma fronteira esbatida onde camadas de (des)(re)territorialização abrem espaço à metamorfose.

Como reagir ao universo envolvente, onde a Síria se desfaz, o Brasil encolhe, os EUA estão no limite e a Europa asfixia? Em que medida, a consciência da globalização na relação com o espaço privado, se ritualiza e se transforma num espaço poético e abstracto onde as possibilidades de existência a substituem?

Su8marino é uma peça onde os espaços globalizados permanecem, entrelaçados num espaço pessoal, num corpo específico, cheio de referências que se vão desreferenciando em busca de múltiplos.

JE SUIS WERTHER
A PARTIR DE UM TEXTO DE
FERNANDO PINTO DO AMARAL
Miguel Mateus

23-24 FEVEREIRO 2018 | SEXTA – SÁBADO | 21H30
25 FEVEREIRO 2018 | DOMINGO | 19H

Werther é para nós um símbolo. Personagem marcante do Romantismo europeu, a sua actualidade é a das suas emoções, que não morrem e se projectam até hoje. Este espectáculo propõe uma leitura do Werther à luz da realidade do século XXI.

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