“Quem inventou a partida não sabia o que era amar”, instalação em coautoria de Mariana Sevila e Ruben Carneiro, estreia a 17 de abril em Ovar

por Conteúdo Patrocinado,    8 Abril, 2026
“Quem inventou a partida não sabia o que era amar”, instalação em coautoria de Mariana Sevila e Ruben Carneiro, estreia a 17 de abril em Ovar
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“Quem inventou a partida não sabia o que era amar” apresenta a montagem de uma instalação, originalmente pensada para o espaço expositivo, agora na plateia das salas de espetáculos. Dois artistas, mulher e pessoa queer, constroem ao vivo um dispositivo que figura uma casa, entendida como objeto plástico e audiovisual. A instalação reflete sobre a arquitetura afetiva e dissidente, erguendo-se entre o desejo de partir e a necessidade de permanecer numa casa que não é, mas promete vir a ser, casa. De que forma a ausência e o deslocamento reconfiguram o sentimento de pertença? O que são, afinal, território e identidade quando se transformam em ferramentas de exclusão e silenciamento? 

Esta criação inscreve-se como um objeto de investigação sobre as fronteiras de significado do espaço expositivo, entendido como o “lugar onde se expõe”. Ao transportar o formato instalação, tradicionalmente acolhido em contextos museológicos, para o espaço cénico, o projeto tensiona as convenções de ambos os regimes espaciais e questiona as fronteiras entre práticas artísticas e modos de apresentação. Qual é a importância do contexto na definição do significado da obra? 

O projeto problematiza também a condição do artista contemporâneo perante os parâmetros institucionais. A tensão entre conceber uma obra que responde a uma necessidade artística e adaptar-se a formatos programáveis e legíveis para mecanismos de financiamento evoca a análise de Pierre Bourdieu sobre o campo artístico e o capital cultural, bem como a reflexão de Judith Butler sobre a formação da subjetividade em relação a normas sociais e instituições. A fricção experienciada com entidades institucionais torna-se, paradoxalmente, uma analogia com o próprio tema da dissidência: uma casa provisória, construída em território pouco permeável. A instalação oferece um lugar de pausa, de encontro e de reconstrução com o público, refletindo sobre deslocamento e pertença como experiências complementares. 

O espetáculo estreia a 17 de abril no Centro de Arte de Ovar e terá nova apresentação a 21 de maio no Cineteatro Alba. A instalação é em coautoria de Mariana Sevila e Ruben Carneiro, com Noiserv na composição sonora e Paulo Madureira na fotografia e vídeo.  

Criação e Instalação | Mariana Sevila e Ruben Carneiro 
Sonoplastia | Noiserv 
Fotografia e vídeo | Paulo Madureira 

Produção | Lote 64  
Direção de Produção | Mariana Sevila 
Assessoria de Produção | Miguel Mendes 
Apoio à criação |  Direção-Geral das Artes 
Co-produção | Centro de Arte de Ovar, Cineteatro Alba 
Apoio a residência | Quinta das Relvas  
 
Agradecimentos | Paula Carneiro, Carlos Carneiro, Alexandra Ataíde, Associação Lote 64, Jean Paul Bucchieri, Luca Aprea, Beatriz Manteigas 
 
Classificação etária: maiores de 14 anos 
Duração aproximada: 70 min 

Conteúdo patrocinado por Associação Lote 64.

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