Reabertura do Museu, concertos, estreias e estudo sobre apoios da fundação assinalam os 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian
A reabertura do Museu Gulbenkian e um concerto do Coro e da Orquestra assinalam os 70 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no dia do aniversário, 18 de julho, no âmbito de uma programação que vai até dezembro.
Música, cinema, conferências, encontros e a inauguração da exposição “Gulbenkian: 70 anos em cartaz” dão forma a “um programa que cruza celebração, memória e futuro”, como se lê na apresentação.
O lançamento de um estudo e de uma plataforma digital de acesso livre sobre 70 anos de apoios está também previsto, numa série de iniciativas que prevê ainda a estreia de obras encomendadas a compositores, conversas e a aula inaugural do recém-formado Instituto Gulbenkian de Estudos Avançados.
Numa “agenda que celebra o passado e projeta uma visão aberta e contemporânea de futuro”, segundo a fundação, haverá ainda o ciclo de cinema “Don’t Look Back”, “que explora relações entre música, cultura e sociedade”.
O Museu Gulbenkian reabre ao público em 18 de julho, após obras de renovação e de “harmonização do espaço, num regresso à visão original do projeto”, indica a fundação, na apresentação do programa.
No mesmo dia, realiza-se um concerto do Coro e da Orquestra Gulbenkian, sob a direção de Carlo Rizzi, com a soprano Sonya Yoncheva. “Concebido para assinalar os 70 anos da Fundação”, o concerto faz “uma viagem por momentos emblemáticos do repertório operático europeu”, com obras de Bizet, Puccini, Mascagni, Dvořák, Massenet, Gounod e Verdi.
Um dia antes, 17 de julho, será inaugurada a exposição “Gulbenkian, 70 anos em cartaz”, que combina 70 cartazes da coleção e outros materiais gráficos de atividades programadas ou apoiadas pelos serviços da fundação, nas áreas da educação, arte e ciência.
Muitos dos cartazes foram concebidos por artistas como Marcelino Vespeira, Sebastião Rodrigues, Alda Rosa, José Brandão, Jorge Silva, Vivó Eusébio e Change is Good, Ian Anderson (The Designers Republic) e Kiko Farkas. A exposição fica patente até 19 de outubro.
Um mês antes, em 19 de setembro, tem início o ciclo de cinema com dois documentários de época: “A Hard Day’s Night”, de Richard Lester, comédia musical que acompanha John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, durante 36 horas, no auge da ‘Beatlemania’; e “Don’t Look Back”, de D.A. Pennebaker, que dá nome ao ciclo, e acompanha o jovem Bob Dylan numa digressão de três semanas pelo Reino Unido, em 1965.
O ciclo prolonga-se até ao final de setembro, e inclui ainda “A Última Valsa” (“The Last Waltz”), de Martin Scorsese, com o derradeiro concerto dos The Band, em 1976; “Stop Making Sense”, de Jonathan Demme, com o concertos dos Talking Heads quando lançavam “Speaking in Tongues”, em 1983; “Summer of Soul”, de Ahmir ‘Questlove’ Thompson, documentário sobre o festival Harlem Cultural, de 1969, concebido para celebrar a cultura e a música afro-americana e o orgulho negro; e “Purple Rain”, de Albert Magnoli, estreia de Prince no cinema, Óscar de Melhor Banda Sonora, em 1985.
Cada filme é comentado por um autor, crítico ou divulgador, como Pedro Mexia, Isilda Sanches, Rui Miguel Abreu e Nuno Galopim.
Em outubro, as celebrações entram pela nova Temporada de Música e pelos concertos do Coro e da Orquestra Gulbenkian, já anunciados, com a estreia de obras de compositores como Carlos Caires (“Celebration”), no dia 08, e de Andreia Pinto Correia (“Deste mund’outro”), no dia 21, num programa que também inclui “Descubro a voz”, de Luís Tinoco, e “Quatro canções”, de Joly Braga Santos.
Em 11 de novembro, será feita a conferência inaugural do Instituto Gulbenkian de Estudos Avançados, pelo historiador David Nirenberg, diretor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, que no dia seguinte participará numa conversa pública sobre o papel das humanidades na sociedade contemporânea.
Em 20 de novembro, a revista Colóquio realiza o encontro “A Arte da Crítica”, com programa ainda por anunciar.
As comemorações dos 70 anos da fundação encerram com os concertos da Orquestra Gulbenkian nos dias 10 e 11 de dezembro, em que será estreada a obra de compositor neerlandês Hawar Tawfiq, “O Que Fica”.
