Trienal de Arquitetura recebe mais de cem especialistas para discutir “Quão pesada é uma cidade”
Mais de uma centena de especialistas, entre arquitetos, designers, artistas e escritores vão participar na Trienal de Arquitetura de Lisboa, a partir de 02 de outubro, para refletir sobre o papel desta disciplina no futuro das cidades.
A sétima edição da Trienal vai ter como tema “How heavy is a city?” (“Quão pesada é uma cidade?”, em tradução livre), tema selecionado pelos curadores Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino, e decorrerá até 08 de dezembro, lançando perguntas sobre o impacto das cidades no mundo e propondo futuros possíveis de coabitação.
O arranque da Trienal de Arquitetura acontecerá a 02 de outubro com a inauguração da exposição “Lighter”, no Centro de Arquitetura do MAC/CCB, a partir das 19:00, e no dia seguinte será a vez da inauguração de “Spectres”, à mesma hora, no Museu do Design de Lisboa. A 04 de outubro será a vez da apresentação, pelas 12:00, de projetos independentes no Museu Nacional de Arte Contemporânea, e às 19:00 a inauguração da exposição “Fluxes”, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT).
Entre os convidados, envolvidos em conferências, júri de prémios, conversas ou nas três exposições previstas, estão a dupla de palestinianos Yara Sharif e Nasser Golzari, que irão debruçar-se sobre a arquitetura de reconstrução, Avneesh Tiwari, arquiteto que tem desenvolvido trabalho inovador nas comunidades locais indianas, e Samia Henni, arquiteta, historiadora e investigadora nas áreas de política do urbanismo.
A arquiteta paquistanesa Yasmeen Lari, distinguida pelo evento com o Prémio Carreira 2025, devido ao seu trabalho em prol da construção digna e acessível para pessoas carenciadas vítimas das alterações climáticas, irá proferir uma conferência sobre o seu trabalho a 04 de outubro no Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultual de Belém (MAC/CCB).
Ao longo da trienal, arquitetos, designers, poetas, artistas, escritores, cientistas, ciberneticistas, historiadores e investigadores vão lançar questões e tentar dar respostas ao desafio proposto pelos curadores Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino.
Entre os representantes do setor estarão arquitetos de ateliers como Bangkok Tokyo Architecture, que têm explorado a arquitetura flexível e sustentável, Metabolic Office, com projetos modulares sustentáveis, ReSa Architects, envolvido em diversos projetos que combinam inovação, sustentabilidade e urbanismo, ou Robida Collective, dedicado à experimentação interdisciplinar que desenvolve projetos e pesquisa em arquitetura, urbanismo e novas relações espaciais.
Da arquitetura nacional, estarão presentes, entre outras, as arquitetas e curadoras Inês Lobo, Lígia Nobre, Carla Leitão e Inês Nascimento.
A exposição “Fluxes”, no MAAT, vai concentrar-se “nas intersecções entre os espaços artificiais — os vastos fluxos de materiais, energia e informação que sustentam a humanidade — e os frágeis e complexos ciclos da Terra viva”, segundo um comunicado da organização.
Quanto à mostra “Spectres”, no MUDE, focará “nas tecnologias de imagem necessárias para compreender o impacto dos espaços humanos no planeta, e a forma como estas ecoam as estruturas imperiais e coloniais de extração e poder”, explicita.
“Lighter”, no Centro de Arquitetura do MAC/CCB, vai tentar sugerir um caminho “através das experiências de habitar a dinâmica tumultuosa da tecnosfera, com a sua abstração – de água, energia, combustível, materiais e informação – dos paradigmas planetários mais antigos que moldam o nosso planeta vivo, pensando em como obter mais luz e menos massa”.
A 6.ª Trienal de Arquitectura de Lisboa aconteceu entre 29 de setembro e 05 de dezembro de 2022, e, segundo a organização, recebeu mais de 64 mil visitantes nas quatro exposições realizadas sob o tema “Terra”, com curadoria de Cristina Veríssimo e Diogo Burnay.
