Universidade de Aveiro inaugura restaurante vegetariano

por Comunidade Cultura e Arte,    29 Julho, 2020
Universidade de Aveiro inaugura restaurante vegetariano
Universidade de Aveiro / DR
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Mais saúde, mais sustentabilidade, mais apoio à economia e produtores locais. O novo Restaurante Vegetariano da Universidade de Aveiro (UA) quer servir num só prato estes três grandes objetivos. A inauguração está marcada para o arranque do próximo ano letivo e os menus prometem cativar de imediato quem já aprecia comida vegetariana e converter até os paladares mais céticos.

No Refeitório do Castro, onde vai ficar instalado o novo restaurante, está praticamente tudo pronto para se começar a servir em setembro a mais recente oferta dos Serviços de Ação Social da UA. Os novos equipamentos para preparar e distribuir as receitas mais verdes já foram adquiridos, algumas obras de adaptação vão ser realizadas em agosto e a equipa para trabalhar neste novo projeto já está selecionada e no ativo há alguns meses.

“Estamos convictos de que vai ser um serviço de sucesso e com grande qualidade”, antevê João Ribeiro, Diretor Delegado dos Serviços de Ação Social da Universidade de Aveiro (SASUA). O responsável diz que “a preparação de receitas e os ensaios com as ementas já decorrem há algum tempo” e que, pelo que já pôde comer, “os pratos vão surpreender”.

João Ribeiro / Universidade de Aveiro

“Os pratos vão ser muito ricos, diversificados, coloridos e muito bem apresentados. Alguns pratos dificilmente se vão distinguir de uma refeição normal”, desvenda João Ribeiro. É o caso da açorda vegetariana, alternativa à carne de porco à alentejana, dos croquetes de tremoço e de muitas, muitas mais receitas.

Apoiar e capacitar os produtores locais

O Restaurante Vegetariano é um novo serviço que pretende aumentar e diversificar a oferta alimentar à comunidade académica. Com o seu grande potencial de aceitação e de atração, é expectável que sejam criadas novas dinâmicas e novos fluxos de pessoas que ajudem a dinamizar a área do Castro.

No ano passado, lembra João Ribeiro, “foi publicada legislação que define um enquadramento legal que vai ao encontro a essa nossa pretensão, embora a lei ainda não esteja regulamentada”. O novo diploma legal define alguns critérios de majoração para os produtores locais, ou seja, explica o responsável pelos SASUA, “um produtor local que tenha na mesma NUT as suas unidades de produção e de transformação, pode beneficiar de fatores de ponderação positivos que lhe podem conferir vantagem competitiva em sede de concurso público”.

Para a UA, “isso tem impacto ao nível da sustentabilidade, da redução da pegada de carbono, que resulta dos ciclos curtos, da redução do tempo de transporte e, com isso, da frescura dos produtos quando chegam à UA”.

“Se conseguirmos criar dinâmicas e condições para que os produtores locais possam concorrer aos concursos da UA, então teremos matéria prima que ao sair da produção é colocada quase de imediato nas nossas instalações. Além da redução do tempo de transporte, com vantagens na diminuição da pegada de carbono por redução do tempo de transporte e de consumo de energia nos sistemas de frio, teremos produtos mais frescos, pois o tempo que medeia desde a colheita até serem colocados nas nossas instalações é muito reduzido”, aponta João Ribeiro.

“As plataformas de contratação pública eletrónica geram equidade e justiça social, na medida em que as regras são iguais para todos, mas, por outro lado, podem elas próprias serem elemento de de segregação: só quem conhece e está familiarizado com as plataformas eletrónicas é que concorre aos concursos públicos”. No entender de João Ribeiro, “a maior parte dos pequenos agricultores, apesar de fornecerem grandes grupos económicos privados, desconhecem as plataformas eletrónicas ou não têm capacidade para concorrer aos concursos públicos”. Só o facto de terem de concorrer através de uma plataforma eletrónica “inibe-os na sua capacidade de resposta e de concorrência perante outros que têm essa capacidade instalada”.

Os SASUA pretendem, assim que estejam reunidas as condições, capacitar os agricultores locais a concorrerem aos concursos públicos, dando formação adequada à preparação e submissão de candidaturas nas plataformas eletrónicas, bem como sobre a documentação necessária à correta instrução de todo o processo.

“Queremos ter esse efeito na dinamização da economia da região. A UA é motor importante da economia local”, prevê João Ribeiro: “Há que aproveitar todas as sinergias e potencial desta nossa forte região agrícola criando valor para nós e para toda a comunidade”.

 

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