Adriana Calcanhotto, B Fachada e Selma Uamusse são algumas das apostas do Theatro Circo para os próximos meses

por Comunidade Cultura e Arte,    21 Outubro, 2020
Adriana Calcanhotto, B Fachada e Selma Uamusse são algumas das apostas do Theatro Circo para os próximos meses
B Fachada / Fotografia de Mané Pacheco
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Para os meses de novembro e dezembro, o Theatro Circo apresenta um conjunto de  espetáculos nas áreas da música nacional e lusófona, teatro e dança, revelados agora para que  a cultura e arte continuem presentes no dia a dia do seu público.

O primeiro espetáculo de novembro, mais propriamente no dia 7, será o aguardado regresso  da cantora e compositora luso-moçambicana Selma Uamusse, que apresentará o novo  trabalho de originais, “Liwoningo”, disco este produzido por Guilherme Kastrup, vencedor de  um grammy pelos discos “A Mulher do Fim do Mundo” e “Deus é Mulher” de Elza Soares. O  segundo disco de Selma Uamusse conta também com a participação de alguns elementos dos  brasileiros Bixiga 70, dos moçambicanos Chenny Wa Gune, Milton Gulli e Lena Bahule e do  korista Mbye Ebrima, da Gâmbia. 

Na semana seguinte, dia 13, há teatro pela companhia Ninguém, com a peça “Delírio a Dois”  de Eugène Ionesco. No dia seguinte, 14, será o pianista Tiago Sousa a apresentar o seu novo  álbum “Oh Sweet Solitude”, sucessor de “Um Piano nas Barricadas” (2016).

Selma Uamusse / DR

No dia 27 de novembro, terá lugar a apresentação da criação do coreógrafo Victor Hugo  Pontes, “Drama”, dando continuidade à sua pesquisa em torno das fronteiras que separam o  teatro e a dança, a palavra e o movimento. “Drama” recria, cena a cena, a peça seminal de  Pirandello, levando mais longe as questões acerca do próprio ato criativo. 

No dia seguinte, 28, a artista brasileira Adriana Calcanhotto regressa ao Theatro Circo para  apresentar novo disco “Margem”, Adriana Calcanhotto fecha a trilogia marítima iniciada com  “Maritmo” (1998) o primeiro que explicita a sua paixão pelo mar e “Maré” (2008), seu sétimo  disco, que reforça a ambiência oceânica. “Margem” permite, em palco, o encontro destes três  projetos marítimos, separados por dez anos cada um e por diferentes aventuras musicais entre  eles.  

Em dezembro, dia 5 de dezembro, será a vez de B Fachada pisar novamente o grande palco do  Theatro Circo para apresentar o novo disco “Rapazes e Raposas”, trabalho aclamado pela  crítica nacional como um dos meus melhores discos de originais. 

No dia 11 de dezembro, em comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, e após  ter levado este espetáculo a três grandes salas açorianas, Sara Miguel reúne alguns dos  músicos com quem mais gosta de tocar para trazer ao Theatro Circo um tributo ao jazz como  música de intervenção e à cantora Nina Simone, uma das artistas simultaneamente mais  geniais e mais incompreendidas da história do estilo, com o espetáculo “A Voice For  Freedom”. 

No dia 12 de dezembro, os artistas St. James Park e Cláudia Guerreiro (Linda Martini)  apresentam o espetáculo “Häxan” baseado em “Malleus Maleficarum”, um guia alemão do  século XV para inquisidores. Häxan é um estudo de como a superstição e o desentendimento  de doenças e em particular da doença mental poderiam levar para a histeria das caças às  bruxas. Escrito e dirigido por Benjamin Christensen em 1922, este é um filme de terror e ficção  mudo em estilo documentário, que mostra a evolução da bruxaria, desde as suas raízes pagãs.

St. James Park e Cláudia Guerreiro (Linda Martini) vão apresentar uma peça para  sintetizadores e instrumentos de corda que servirá de banda sonora para o filme sueco dinamarquês.

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