Debate-Boca. Vacinação

por ESCS FM,    6 Janeiro, 2022
Debate-Boca. Vacinação
Fotografia de Spencer Davis / Unsplash
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O Debate-Boca é o programa de debate da rádio da Escola Superior de Comunicação Social, a ESCS FM. O episódio de outubro fala sobre a vacinação e todos os prós e contras relacionados com este tema. A aprovação da vacina, a vacinação das crianças e a terceira dose são alguns dos pontos debatidos.

Devo ou não vacinar-me? Esta é uma questão que tem sido feita nos últimos meses. Após quase dois anos de pandemia, com vários confinamentos pelo meio, todos querem que a Covid-19 acabe, mas nem todos olham para a vacinação como a solução para o regresso à normalidade.

Em 1760, Edward Jenner descobriu a primeira vacina, neste caso, para a varíola. Mais tarde, no século 20, esta foi erradicada e foram desenvolvidas outras como a do sarampo e da rubéola. A partir desse momento, a vacinação tornou-se numa prática médica comum, havendo ainda muitas doenças para as quais a vacina é indispensável, como é o caso do herpes, da malária e, agora, da Covid-19. Todas elas exigiram aprovação científica, no entanto, a rapidez com que esta última foi aprovada levou a que algumas pessoas desconfiassem da sua eficácia.

Com mais de 86% da população portuguesa com as duas doses, a necessidade das crianças serem vacinadas é ainda uma dúvida para várias pessoas. No final do mês de julho de 2021, foi escrita uma carta aberta por vários profissionais de saúde que mostravam ser contra a vacinação nestas idades. Em entrevista ao Jornal Público, um dos relatores da carta, o pediatra Francisco Abecasis, diz ver a administração da vacina em crianças e jovens como algo que pode trazer mais riscos do que benefícios. Apesar disto, há quem veja esta faixa etária como uma das principais transmissoras do vírus e acredite que, por isso, devem ser vacinadas.

Países como Israel, Reino Unido e Hungria já estão a administrar a terceira dose contra a Covid-19 e este é outro dos pontos onde as opiniões divergem. No dia onze do mês de outubro, Portugal começou por dar esta dose a pessoas com 65 e mais anos, tendo como prioridade idosos com 80 e mais anos e utentes de lares e de cuidados continuados. Assim, como pode a sociedade confiar a 100% nesta cura que promete o regresso à normalidade? Deverão os média noticiar e aconselhar a toma da vacina? Valerá a pena vacinar as crianças? Será a vacina da Covid incluída no Plano Nacional de Vacinação? Será mesmo necessária a terceira dose? Com moderação de Bernardo Vinha, o tema da vacinação é debatido entre Jorge Campos, médico interno de formação geral, e Sérgio Tavares, professor e ex-jornalista da rádio Renascença.

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Nestes últimos dias, navegando pelas redes sociais, tenho encontrado várias pessoas que citam, sem aparente honestidade, as atuais restrições de entrada em certos espaços e eventos, em vigor para quem não possui o certificado de vacinação, comparando-as depois com as restrições de acesso aos espaços para quem não tinha o "certificado de arianismo", ou "Ahnenpaß", na Alemanha Nazi. Este é muito possivelmente o argumento mais dúbio que estas pessoas poderiam partilhar sobre o assunto. Mais facilmente um "reductiu as hitlerum" destes seria usável e instrumentalizável contra negacionistas e opositores de medidas de contenção da pandemia, lembrando que eram precisamente os nazis que defendiam que os elos mais fracos deveriam ser deixados para trás...

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